29.4.12

Revelada gravíssima sabotagem dos EUA contra Brasil com aval de FHC e morte de um Brasileiro


Telegramas revelam intenções de veto e ações dos EUA contra o desenvolvimento tecnológico brasileiro com interesses de diversos agentes que ocupam ou ocuparam o poder em ambos os países

Os telegramas da diplomacia dos EUA revelados pelo Wikileaks revelaram que a Casa Branca toma ações concretas para impedir, dificultar e sabotar o desenvolvimento tecnológico brasileiro em duas áreas estratégicas: energia nuclear e tecnologia espacial. Em ambos os casos, observa-se o papel anti-nacional da grande mídia brasileira, bem como escancara-se, também sem surpresa, a função desempenhada pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, colhido em uma exuberante sintonia com os interesses estratégicos do Departamento de Estado dos EUA, ao tempo em que exibe problemática posição em relação à independência tecnológica brasileira. Segue o artigo do jornalista Beto Almeida.
O primeiro dos telegramas divulgados, datado de 2009, conta que o governo dos EUA pressionou autoridades ucranianas para emperrar o desenvolvimento do projeto conjunto Brasil-Ucrânia de implantação da plataforma de lançamento dos foguetes Cyclone-4 – de fabricação ucraniana – no Centro de Lançamentos de Alcântara , no Maranhão.
Veto imperial
O telegrama do diplomata americano no Brasil, Clifford Sobel, enviado aos EUA em fevereiro daquele ano, relata que os representantes ucranianos, através de sua embaixada no Brasil, fizeram gestões para que o governo americano revisse a posição de boicote ao uso de Alcântara para o lançamento de qualquer satélite fabricado nos EUA. A resposta americana foi clara. A missão em Brasília deveria comunicar ao embaixador ucraniano, Volodymyr Lakomov, que os EUA “não quer” nenhuma transferência de tecnologia espacial para o Brasil.
“Queremos lembrar às autoridades ucranianas que os EUA não se opõem ao estabelecimento de uma plataforma de lançamentos em Alcântara, contanto que tal atividade não resulte na transferência de tecnologias de foguetes ao Brasil”, diz um trecho do telegrama.
Em outra parte do documento, o representante americano é ainda mais explícito com Lokomov: “Embora os EUA estejam preparados para apoiar o projeto conjunto ucraniano-brasileiro, uma vez que o TSA (acordo de salvaguardas Brasil-EUA) entre em vigor, não apoiamos o programa nativo dos veículos de lançamento espacial do Brasil”.
Guinada na política externa
O Acordo de Salvaguardas Brasil-EUA (TSA) foi firmado em 2000 por Fernando Henrique Cardoso, mas foi rejeitado pelo Senado Brasileiro após a chegada de Lula ao Planalto e a guinada registrada na política externa brasileira, a mesma que muito contribuiu para enterrar a ALCA. Na sua rejeição o parlamento brasileiro considerou que seus termos constituíam uma “afronta à Soberania Nacional”. Pelo documento, o Brasil cederia áreas de Alcântara para uso exclusivo dos EUA sem permitir nenhum acesso de brasileiros. Além da ocupação da área e da proibição de qualquer engenheiro ou técnico brasileiro nas áreas de lançamento, o tratado previa inspeções americanas à base sem aviso prévio.
Os telegramas diplomáticos divulgados pelo Wikileaks falam do veto norte-americano ao desenvolvimento de tecnologia brasileira para foguetes, bem como indicam a cândida esperança mantida ainda pela Casa Branca, de que o TSA seja, finalmente, implementado como pretendia o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Mas, não apenas a Casa Branca e o antigo mandatário esforçaram-se pela grave limitação do Programa Espacial Brasileiro, pois neste esforço algumas ONGs, normalmente financiadas por programas internacionais dirigidos por mentalidade colonizadora, atuaram para travar o indispensável salto tecnológico brasileiro para entrar no seleto e fechadíssimo clube dos países com capacidade para a exploração econômica do espaço sideral e para o lançamento de satélites. Junte-se a eles, a mídia nacional que não destacou a gravíssima confissão de sabotagem norte-americana contra o Brasil, provavelmente porque tal atitude contraria sua linha editorial historicamente refratária aos esforços nacionais para a conquista de independência tecnológica, em qualquer área que seja. Especialmente naquelas em que mais desagradam as metrópoles.
Bomba! Bomba!
O outro telegrama da diplomacia norte-americana divulgado pelo Wikileaks e que também revela intenções de veto e ações contra o desenvolvimento tecnológico brasileiro veio a tona de forma torta pela Revista Veja, e fala da preocupação gringa sobre o trabalho de um físico brasileiro, o cearense Dalton Girão Barroso, do Instituto Militar de Engenharia, do Exército. Giráo publicou um livro com simulações por ele mesmo desenvolvidas, que teriam decifrado os mecanismos da mais potente bomba nuclear dos EUA, a W87, cuja tecnologia é guardada a 7 chaves.
A primeira suspeita revelada nos telegramas diplomáticos era de espionagem. E também, face à precisão dos cálculos de Girão, de que haveria no Brasil um programa nuclear secreto, contrariando, segundo a ótica dos EUA, endossada pela revista, o Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares, firmado pelo Brasil em 1998, Tal como o Acordo de Salvaguardas Brasil-EUA, sobre o uso da Base de Alcântara, o TNP foi firmado por Fernando Henrique. Baseado apenas em uma imperial desconfiança de que as fórmulas usadas pelo cientista brasileiro poderiam ser utilizadas por terroristas , os EUA, pressionaram a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) que exigiu explicações do governo Brasil , chegando mesmo a propor o recolhimento-censura do livro “A física dos explosivos nucleares”. Exigência considerada pelas autoridades militares brasileiras como “intromissão indevida da AIEA em atividades acadêmicas de uma instituição subordinada ao Exército Brasileiro”.
Como é conhecido, o Ministro da Defesa, Nelson Jobim, vocalizando posição do setor militar contrária a ingerências indevidas, opõe-se a assinatura do protocolo adicional do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares, que daria à AIEA, controlada pelas potências nucleares, o direito de acesso irrestrito às instalações nucleares brasileiras. Acesso que não permitem às suas próprias instalações, mesmo sendo claro o descumprimento, há anos, de uma meta central do TNP, que não determina apenas a não proliferação, mas também o desarmamento nuclear dos países que estão armados, o que não está ocorrendo.
Desarmamento unilateral
A revista publica providencial declaração do físico José Goldemberg, obviamente, em sustentação à sua linha editorial de desarmamento unilateral e de renúncia ao desenvolvimento tecnológico nuclear soberano, tal como vem sendo alcançado por outros países, entre eles Israel, jamais alvo de sanções por parte da AIEA ou da ONU, como se faz contra o Irã. Segundo Goldemberg, que já foi secretário de ciência e tecnologia, é quase impossível que o Brasil não tenha em andamento algum projeto que poderia ser facilmente direcionado para a produção de uma bomba atômica. Tudo o que os EUA querem ouvir para reforçar a linha de vetos e constrangimentos tecnológicos ao Brasil, como mostram os telegramas divulgados pelo Wikileaks. Por outro lado, tudo o que os EUA querem esconder do mundo é a proposta que Mahmud Ajmadinejad , presidente do Irà, apresentou à Assembléia Geral da ONU, para que fosse levada a debate e implementação: “Energia nuclear para todos, armas nucleares para ninguém”. Até agora, rigorosamente sonegada à opinião pública mundial.
Intervencionismo crescente
O semanário também publica franca e reveladora declaração do ex-presidente Cardoso : “Não havendo inimigos externos nuclearizados, nem o Brasil pretendendo assumir uma política regional belicosa, para que a bomba?” Com o tesouro energético que possui no fundo do mar, ou na biodiversidade, com os minerais estratégicos abundantes que possui no subsolo e diante do crescimento dos orçamentos bélicos das grandes potências, seguido do intervencionismo imperial em várias partes do mundo, desconhecendo leis ou fronteiras, a declaração do ex-presidente é, digamos, de um candura formidável.
São conhecidas as sintonias entre a política externa da década anterior e a linha editorial da grande mídia em sustentação às diretrizes emanadas pela Casa Branca. Por isso esses pólos midiáticos do unilateralismo em processo de desencanto e crise se encontram tão embaraçados diante da nova política externa brasileira que adquire, a cada dia, forte dose de justeza e razoabilidade quanto mais telegramas da diplomacia imperial como os acima mencionados são divulgados pelo Wikileaks.

NOTA
Abaixo segue uma nota comentada pelo amigo Vladimir G. que também é muito interessante tratando se de possíveis sabotagens EUAxBrasil:
Em setembro de 2006, esse acidente se tornou a maior tragédia da história da aviação no Brasil, com 154 mortos. Aparentemente, uma colisão entre a ponta da asa de um jatinho Embraer com a fuselagem do 737 da Gol causou a queda do avião maior. Além de todas as notícias especulando as causas do acidente, a procura por corpos e destroços na floresta, os erros dos pilotos, as falhas dos radares... circulou na época um e-mail muito curioso, pra dizer o mínimo...
O autor do texto falava sobre uma equipe de cientistas brasileiros a bordo do avião. Segundo o texto, esses cientistas realizavam pesquisas sobre o uso de microorganismos em baterias elétricas, uma tecnologia revolucionária que permitiria a produção de baterias mais eficientes que as modernas baterias de lítio usadas em notebooks e celulares. Essa bateria de vírus seria mais potente, produzindo mais energia, em uma bateria menor e mais leve que as de lítio. Existem outras pesquisas sobre esse tipo de bateria, especialmente nos Estados Unidos, onde há um grande projeto sobre essas baterias. Porém, segundo o texto, o projeto brasileiro era ainda mais avançado e superava o americano. Infelizmente, a equipe de cientistas que trabalhava nesse projeto morreu no acidente.

14.4.12

Internauta desmonta nova farsa de "Veja", a revista parceira do crime organizado

É tamanha a ânsia da Veja para enterrar a CPI que, se preciso, deixará o petista Agnelo Queiroz livre, junto com Cachoeira, Demóstenes, Pirilo, Leréia, e, é claro, o editor-chefe da revista, Policarpo Jr.

Eu li o artigo da Veja, e só tenho uma observação: a Veja quer enterrar a CPI, custe o que custar.

O caso Cachoeira pega diretamente o senador Demóstenes Torres (DEM/Goiás), o governador Marconi Pirilo (PSDB/Goiás), o deputado Carlos Alberto Leréia (PSDB/GO) e o editor-chefe da revista Veja, Policarpo Jr.

A primeira reação da mídia, diante do escândalo, foi tentar envolver todo mundo: Agnelo (PT/DF), Protógenes (PCdoB/SP), e a construtora Delta -- que, segundo a imprensa, "faz negócios com o Governo Federal" -- convenientemente omitindo o fato de que a Delta faz negócios com todas as esferas do governo, em diversos estados, inclusive São Paulo!!!

Notícias recentes da Folha, do Estadão, e da Globo, dizem que a CPI preocupa a Dilma e setores do PT; quando os mais preocupados, obviamente, devem ser o DEM e o PSDB.

Mas vamos assumir que as acusações sejam verdadeiras, e que Agnelo, Protógenes, e o próprio Governo Federal estejam envolvidos no escândalo. Este seria, sem dúvida nenhuma, o maior escândalo da história recente do país. Maior do que o mensalão, que segundo a Veja foi "o maior escândalo de corrupção da história do país".

A Veja não quer investigação, e usa todos os artifícios que têm à sua disposição para isso: apela para a PT-fobia, para o "risco para a liberdade de expressão", para a imagem de Hitler e Mussolini... nenhum recurso é deixado de lado no objetivo de demonstrar, por A+B, que a CPI será péssima para o Brasil.

Vamos a alguns trechos do artigo (em negrito, intercalado com meus comentários):

"Com o julgamento do mensalão pelo Supremo a caminho, os petistas lançam uma desesperada ofensiva para tentar desviar a atenção dos crimes cometidos por eles no que foi o maior escândalo de corrupção da história brasileira"

Mas quem está fazendo "uma desesperada ofensiva para desviar a atenção dos crimes cometidos" é a própria Veja. (Apenas como exemplo, além dos mais de 200 telefonemas entre Policarpo e Cachoeira, agora temos evidências de que a gravação do Hotel Nahoum -- naquela fatídica capa contra "o poderoso chefão" José Dirceu -- foi feita pelo bicheiro.)

E a Veja continua, dizendo que "o PT espera desmoralizar na CPI todos que considera pessoal ou institucionalmente responsáveis pela apuração e divulgação dos crimes cometidos pelos correlegionários no mensalão — em especial a imprensa."

A imprensa não precisa do PT para se desmoralizar. Ela tem feito isso por conta própria.

"Esse truque funcionou na União Soviética, funcionou na Alemanha nazista, funcionou na Itália fascista de Mussolini, por que não funcionaria no Brasil?". E responde: "Bem, ao contrário dos laboratórios sociais totalitários tão admirados por petistas, o Brasil é uma democracia, tem uma imprensa livre e vigilante"

O Brasil é uma democracia, e a liberdade de imprensa não está sob ameaça. Qualquer um pode escrever o que quiser, e sites na internet começam a dar furos em tempo real -- antes mesmo que as revistas possam chegar às mãos dos assinantes. Isso não significa que a imprensa possa se associar ao crime, ocultar a existência de uma quadrilha por 8 anos em troca de informações privilegiadas, obtidas de maneira ilegal, e promover membros desta quadrilha a "mosqueteiros da ética".

O delírio prossegue: "Uma CPI dominada pelo PT e seus mais retrógrados e despudorados aliados é o melhor instrumento de que a falconaria petista poderia dispor — pelo menos na impossibilidade, certamente temporária para os falcões, de suprimir logo a imprensa livre, o Judiciário independente e o Parlamento."

Aqui a Veja deixa bem claro -- na sua opinião, a CPI é um instrumento para suprimir a imprensa livre, o judiciário independente, e o parlamento. É um instrumento para transformar o Brasil em um ditadura. É uma simplificação grosseira -- como outras que aparecem no artigo -- com o objetivo de causar um mal-estar com relação à CPI.

A essa altura o leitor típico de Veja deve estar pensando: "esta CPI é um perigo!"

"Enquanto o triunfo final não vem, os falcões petistas vão se contentar em usar a CPI para desmoralizar todos os personagens e forças que ousem se colocar no caminho da marcha arrasadora da história, que vai lançar ao lixo todos os que atacaram o PT e, principalmente, seu maior líder, o ex-presidente Lula."

O mais curioso, de acordo com a tortuosa lógica da Veja, é que -- mesmo que a rede de corrupção de Carlinhos Cachoeira seja "suprapartidária", isto é, envolva diretamente o PT -- esta CPI seria de interesse do partido.

"Lula viu na CPI a oportunidade política de mostrar que todos os partidos pecam. Que todos são farinha do mesmo saco e, por isso mesmo, o mensalão não seria um esquema de corrupção inaudito, muito menos merecedor de um rigor maior por parte do Judiciário e da sociedade. Para os petistas, apagar a história neste momento é uma questão de sobrevivência."

Questão de sobrevivência? A presidenta Dilma tem o maior índice de aprovação de toda a história do país, superando até mesmo o Lula; a oposição está desorientada; a própria Veja diz que o PT estaria caminhando rumo ao poder absoluto. Por que esta seria uma "questão de sobrevivência"? O artigo da Veja não consegue manter-se auto-coerente; a única coisa que está perto de se extinguir é a credibilidade da revista.

"É tamanha a ânsia de Lula e dos mensaleiros para enterrar o escândalo que, se preciso, o PT rifará o governador do Distrito Federal, o petista Agnelo Queiroz, que também aparece no arco de influência dos trambiques da máfia do jogo."

É tamanha a ânsia da Veja para enterrar a CPI que, se preciso, deixará o petista Agnelo Queiroz livre, junto com Cachoeira, Demóstenes, Pirilo, Leréia, e, é claro, o editor-chefe da revista, Policarpo Jr.

Para defender Policarpo, sem citar o seu nome, a revista diz: "A oportunidade liberticida que apareceu agora no horizonte político é tentar igualar repórteres que tiveram Carlos Cachoeira como fonte de informações relevantes e verdadeiras com políticos e outras autoridades que formaram com o contraventor associações destinadas a fraudar o Erário."

É uma simplificação grosseira. Policarpo Jr. fez muito mais do que apenas usar Carlos Cachoeira como fonte. Ele usou e foi usado. Durante mais de 8 anos, em mais de 200 telefonemas gravados e reuniões presenciais, Policarpo Jr ajudou a promover os interesses da quadrilha, enquanto a quadrilha satisfazia os interesses da Veja.

A Veja sabia das relações de Demóstenes com Carlinhos Cachoeira, e nunca falou nada. Ou melhor: enalteceu Demóstenes, chegando ao ponto de dizer que ele era um dos "mosqueteiros da ética" do senado. A Veja também ajudou a melar uma CPI contra Cachoeira em 2004. Em troca, Cachoeira foi responsável por inúmeros "furos" da revista, em gravações ilegais que envolviam terceiros.

Mas a Veja prossegue com a seguinte lição sobre a ética jornalística:

"Os petistas acham que atacar o mensageiro vai diminuir o impacto da mensagem. Pelo que disse Marco Maia, eles vão tentar mostrar que obter informações relevantes, verdadeiras e de interesse nacional lança suspeita sobre um jornalista. Maia não poderia estar mais equivocado. Qualquer repórter iniciante sabe que maus cidadãos podem ser portadores de boas informações. As chances de um repórter obter informações verdadeiras sobre um ato de corrupção com quem participou dele são muito maiores do que com quem nunca esteve envolvido. A ética do jornalista não pode variar conforme a ética da fonte que está lhe dando informações. Isso é básico."

Se Cachoeira tivesse feito gravações de suas conversas com Demóstenes e Pirilo, isto estaria dentro da ética jornalística.

Mas Cachoeira fez gravações contra terceiros -- pessoas que não estavam envolvidas com eles. Para citar um exemplo, hoje sabemos que as filmagens no Hotel Nahoum foram obra da quadrilha. A reportagem de capa de Veja foi ironicamente intitulada "O Poderoso Chefão".

A Veja tinha acesso ao verdadeiro "chefão" -- e nunca falou nada.

A Veja teve acesso a todas as informações sobre a máfia de Goiás e nunca denunciou o esquema.

Durante 8 anos a Veja usou e foi usada por Carlinhos Cachoeira. E é por isso que estão com medo. Mas não é só isso:

"Motivo mesmo para uma CPI seria investigar os milionários repasses de dinheiro público que o governo e suas estatais fazem a notórios achacadores, chantagistas e manipuladores profissionais na internet. Fica a sugestão."

A Veja está com medo porque não controla mais a informação. Se a CPI sair, não haverá como filtrar as informações.

Viva os blogs sujos!

Viva a internet! 
 

28.3.12

Brasil e Índia querem ampliar cooperação em ciência e tecnologia


As autoridades da Índia serão as primeiras na Ásia a formalizar parceria com o Brasil no programa Ciência sem Fronteiras, lançado em julho de 2011, e que pretende enviar para o exterior, em 4 anos, 75 mil estudantes – desde alunos de graduação até cientistas com pós-doutorado. A presidenta Dilma Rousseff elogiou os avanços conquistados pelos indianos em ciência, tecnologia e inovação.

“Os brasileiros admiram a capacidade da Índia de combinar valores milenares com avanços notáveis em ciência, tecnologia e inovação”, disse a presidenta, que foi homenageada com título de doutora honoris causa da Universidade de Nova Delhi, uma das mais tradicionais da Índia.

Segundo ela, em breve, o Brasil receberá pesquisadores indianos que integrarão o programa Ciência sem Fronteiras. A presidenta disse que espera ampliar para 100 mil o número de estudantes brasileiros enviados ao exterior, nos próximos 4 anos.

A presidenta lembrou também que Brasil e Índia mantêm parcerias nas áreas de tecnologia, petróleo, gás e petroquímica. Segundo ela, a ideia é ampliar ainda mais a cooperação entre as duas nações. Dilma também pretende aumentar a parceria com a China, África do Sul e Rússia.

A presidenta chegou à Índia onde fica até sábado. Ela participa da 4ª Cúpula do Brics – bloco formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Nas reuniões estarão presentes além de Dilma, o primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh, e os presidentes Jacob Zuma (África do Sul), Hu Jintao (China), e Dmitri Medvedev (Rússia).

12.3.12

Ministério do Esporte amplia Bolsa Atleta para esportistas

O Bolsa Atleta, programa do governo federal de patrocínio individual a esportistas, vai ser agora estendido a atletas consagrados, mesmo que já recebam patrocínio. Durante cerimônia no Esporte Clube Pinheiros, em São Paulo, o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, destacou que o programa vai destinar R$ 60 milhões para atender 4.243 atletas este ano, de 53 modalidades que compõem os programas dos Jogos Olímpicos e dos Jogos Paraolímpicos. No ano passado, esse valor foi de R$ 44 milhões.

Com isso, nomes como Maurren Maggi e Fabiana Murer (atletismo), Diego e Daniele Hypólito (ginastas), Tiago Camilo (judô) e Robert Scheidt (iatismo) passam a ser apoiados pelo programa. Antes, a maioria desses atletas não se candidatava à bolsa porque a lei não permitia o benefício para atletas que já contassem com patrocínio individual. Para os atletas olímpicos e paraolímpicos, o valor mensal do Bolsa Atleta é R$ 3,1 mil.

“O programa Bolsa Atleta nasceu com essa ideia inicial de que quem tinha patrocínio não precisaria da bolsa, mas vimos que a realidade não é bem essa já que o patrocínio, às vezes, dura um período pequeno de tempo”, explicou Ricardo Leyser, secretário nacional de Esporte de Alto Rendimento.

Além dessa alteração, o programa corrigiu o valor anual da bolsa e criou duas novas categorias: Atleta de Pódio, programa que está em fase de regulamentação e que pretende contemplar atletas de elite que tenham condições de disputar títulos e finais, e Atleta de Base, programa que vai beneficiar atletas iniciantes. Para os atletas das categorias de base e estudantil, o valor mensal da bolsa é R$ 370.

“O Bolsa Atleta fez minha transição de atleta, de um esporte amador para uma atleta profissional”, disse a velocista paraolímpica Terezinha Guilhermina. Segundo ela, antes da bolsa, havia competições das quais ela não conseguia participar e, muitas vezes, faltava dinheiro para pagar o guia, atleta que precisa acompanhá-la durante a competição. “Os contratos [de patrocínio] são bem mais limitados e o Bolsa Atleta propõe um ciclo que permite que nos preparemos para as Olimpíadas e Paraolímpiadas em quatro anos”, disse.

A bolsa também ajuda atletas que estão despontando em esportes que não são muito conhecidos no país, como é o caso de Felipe Wu. “Sou do tiro esportivo, que é muito pouco visado e não tem patrocínio. Então, o Bolsa Atleta foi fundamental para eu chegar num nível melhor que estou hoje e também para comprar equipamento”, disse.

Para o judoca Tiago Camilo, medalhista olímpico e atleta que conta com patrocínios, a bolsa é importante principalmente para os atletas que não têm clubes ou apoio. “Quando comecei a minha carreira, contava com o apoio dos meus pais, o chamado 'paitrocínio'”, brincou.

“É a primeira vez que vou ser contemplado. Antes não podia atleta patrocinado e por isso eu não tinha feito minha inscrição no programa. Mas isso [a bolsa] vai complementar minha estrutura de trabalho e de treino, possibilitando melhor preparação”, disse Camilo. Segundo ele, o governo federal precisa ter uma política pública muito forte para fomentar e difundir o esporte no Brasil. “O resultado é consequência do investimento. Quanto maior for o investimento dos clubes e dessa massa de investidores, maior é o resultado [do atleta]”, acrescentou. 

Durante a entrevista coletiva, o ministro também anunciou a criação do Bolsa Técnico, que vai permitir apoio à equipe que auxilia os atletas tais como nutricionistas, psicólogos e técnicos, entre outros. “Havia atletas que chegaram a disputar e conquistar medalhas olímpicas que não tinham assistência psicológica e cuja mãe era sua própria nutricionista. É claro que não pode existir melhor nutricionista do que nossa mãe, mas em determinado nível de exigência é preciso que se agregue conhecimento técnico”, disse o ministro Aldo Rebelo.
O programa Bolsa Atleta existe desde 2005 e atende esportistas que tenham obtido bons resultados, independentemente de sua condição financeira. “Temos um critério absolutamente técnico: é o resultado esportivo que permite ao atleta receber a bolsa”, explicou Leyser.

Do total de atletas que serão apoiados pelo Bolsa Atleta este ano, 1.744 são mulheres e 1.184 são atletas paraolímpicos. Segundo o ministério, há atletas de todas as unidades da federação, com exceção do Acre.

Por Elaine Patricia Cruz

20.2.12

Governo Dilma - Carnaval tem redução de quase 30% das mortes em rodovias federais

O número de acidentes de trânsito e de pessoas feridas apresentou uma redução de quase 30% nas rodovias federais, em relação aos primeiros dias da Operação Carnaval do ano passado. Ainda assim morreram 122 pessoas nos dois primeiros dias do feriado, contra 135 em 2011 – neste caso a queda foi de apenas 9,6%. Ao todo foram 1.984 acidentes contra 2.732 no mesmo período do ano passado que deixaram 1.148 feridos contra 1.625 em 2011.
De acordo com a Polícia Rodoviária Federal, dois graves acidentes foram responsáveis por um quinto das mortes. No sábado (18), em Goiás, dois ônibus de turismo se chocaram na BR 153, causando a morte de 14 passageiros no local, além de dezenas que ficaram feridos.

A outra tragédia foi a colisão frontal de um carro de passeio com um ônibus, na BR 349, no município de São Félix, na Bahia. Oito, dos nove ocupantes do carro - que estava superlotado - morreram no local. O acidente aconteceu às 7h30 da manhã de sexta-feira, indícios levantam a hipótese de que o motorista dormiu ao volante.

Rodovias privatizadas em SP

No Sistema Anhanguera-Bandeirantes, a concessionária informa que de 0h de sexta-feira a 11 horas desta segunda-feira, 532 mil veículos circularam entre chegada e saída da capital paulista. Foram 67 acidentes, com 37 feridos e 1 morte.

A Ecovias, responsável pelo sistema Anchieta-Imigrantes ainda não fez o balanço de acidentes. Desde as 0h de quinta-feira, 465 mil veículos seguiram ao litoral por estas estradas. Destes, 197 mil já subiram a serra até o meio dia de hoje.

6.2.12

Confiança - Concessão dos Aeroportos foi estratégia de redistribuição de renda

A concessão dos Aeroportos de Guarulhos, Brasília e Viracopos à inciativa privada desagrada a quem é contra as privatizações, por princípio.

E a princípio, o governo Dilma é contrário à privatizações. Então qual é a lógica dessas concessões?

Se olharmos bem a operação ao longo dos 20 a 30 anos, veremos que não há uma política pública de diminuição do Estado no setor aéreo, e sim um remanejamento de capital estatal de uma região para outra, a fim de promover o desenvolvimento regional.

O governo está arrecadando dinheiro em mercados ricos como São Paulo e Brasília, para investir em mercados menos desenvolvidos que precisam de aeroportos melhores, como nas regiões Norte, Nordeste, no Pantanal, em Foz do Iguaçu, etc. O resultado disso será melhor distribuição de renda, principalmente para a indústria do turismo.

A concessão rendeu R$ 24,5 bilhões pelo que já existe em São Paulo, Campinas e Brasília. Esse dinheiro é destinado ao Fundo Nacional de Aviação Civil (FNAC), que tem a finalidade de garantir verbas para outros aeroportos a serem reformados ou construídos sob direção ESTATAL, especialmente os regionais.

Portanto, o dinheiro do setor aéreo não está sendo "desestatizado", está sendo remanejado da região mais rica para as regiões mais pobres, corrigindo desequilíbrios regionais.

Outra fonte de receita destes aeroportos concedidos, também para reinvestir nos aeroportos estatais através deste Fundo:
- 10% do faturamento bruto anual de Guarulhos;
- 5% do faturamento bruto anual de Viracopos;
- 2% do faturamento bruto anual de Brasília.

Por fim, a Infraero continua dona da concessão de 49% destes três aeroportos e, portanto, continuará tendo metade dos lucros deles.

A ideia de conceder à iniciativa privada assusta, e protestos como os da CUT são justos, válidos e compreensíveis, pela má experiência das privatizações no passado, mas dessa vez nada tem a ver com o que feito na era tucana. Eis as diferenças:

- O governo concedeu por decisão estratégica própria, e não por imposição do FMI, nem por necessidade de pagar dívidas.

- Não há diminuição do estado no setor. O dinheiro será investido em outros aeroportos estatais.
- A concessão tem prazo: 20 anos para Guarulhos, 25 para Brasília, e 30 para Viracopos, podendo prorrogar apenas por 5 anos. Depois disso, os Aeroportos volta às mãos Estado e, se lá o governo quiser deixar 100% nas mãos da Infraero ou fazer novo leilão, pode decidir o que for melhor.

- A Infraero não foi privatizada. Ela perdeu espaço nestes Aeroportos por uma mão, mas ganhará pela outra, nos Aeroportos estatais que receberão investimentos do FNAC.

- Se a Infraero não foi privatizada, não haverá demissões em massa de seus funcionários, como ocorria na privataria tucana. No máximo ocorrerá remanejamento, se houver excedente em algum dos aeroportos concedidos.

Se olharmos o todo, a operação foi engenhosa. Havia pouco interesse do capital privado em investir nas outras regiões, e havia muito interesse em investir em São Paulo e Brasília. O governo jogou com os investidores para fazer uma triangulação: captou dinheiro em São Paulo, que será investido no Nordeste, na Amazônia, no Pantanal, etc.

Detalhe: São Paulo e Brasília não terão nenhum prejuízo. Pelo contrário, as concessionárias estão obrigadas a investir R$ 16 bilhões nos 3 aeroportos ao longo dos anos, para ampliação e modernização.

Em tempo: o BNDES não está financiando o valor da concessão, como há gente mal informada dizendo por ái. O BNDES oferece empréstimo para obras de ampliação dos aeroportos, como sempre fez com outros empreendimentos industriais e de infra-estrutura.

30.1.12

Meta do Minha Casa, Minha Vida é de 2 milhões de casas até 2014

Meta do Minha Casa, Minha Vida é de 2 milhões de casas até 2014

Meta do Minha Casa, Minha Vida é de 2 milhões de casas até 2014 

A ministra do Planejamento, Miriam Belchior, disse que a meta do programa habitacional Minha Casa Minha Vida é o de entregar dois milhões de moradias até 2014. Desse total, cerca de 1 milhão de habitações já foram entregues. Ela participou de reunião com empresários do setor da construção civil, em São Paulo.

De acordo com Miriam, essas reuniões ocorrem regularmente e visam discutir questões que precisam ser consideradas para que o programa tenha sucesso. A avaliação da ministra é de que essas interlocuções foram importantes para a entrega das moradias já anunciadas.

Ainda segundo ela, foram discutidos alguns dos motivos que elevam o custo dos empreendimentos para as construtoras. Miriam citou, entre eles, o atraso do Habite-se, a instalação de água e luz e o atraso na documentação dos cartórios. A ministra disse que o governo tem bastante espaço para trabalhar na solução desses problemas. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) por exemplo, está estudando medidas normativas para evitar os atrasos nas ligações de energia elétrica nos empreendimentos.

O governo também está atuando junto às grandes concessionárias estaduais e às prefeituras no que diz respeito à ligação de água e à concessão do Habite-se.

7.1.12

ATENÇÃO - A urgência da CPI da Privataria


No dia 21 de dezembro, o deputado federal Protógenes Queiroz (PCdoB/SP) protocolou o pedido de abertura da CPI da Privataria. Logo depois, a Secretaria Geral da Mesa Diretora da Câmera conferiu as assinaturas dos parlamentares que faziam o pedido e atestou a validade de 185 delas, 14 além da quantia mínima necessária para validar o requerimento.  
O próximo passo será a análise jurídica do conteúdo do requerimento que poderá justificar a instalação da Comissão ou recomendar seu arquivamento.

Cumpridas as exigências regimentais, caberá ao presidente da Câmera dos Deputados, Marco Maia (PT/RS) determinar a criação da CPI. Aprovada, será uma réstia de esperança do povo brasileiro que, até que enfim, fará um acerto de contas com a maior roubalheira do patrimônio público desse país, feita no primeiro governo FHC (1995-1998), patrocinada pelas políticas neoliberais e pelo Programa Nacional de Desestatização (PND).

Mas o livro A Privataria Tucana, do jornalista Amaury Ribeiro Jr., que motivou o pedido da CPI, já deu ao país contribuições inestimáveis para o aperfeiçoamento da democracia e das instituições públicas. Seu extraordinário sucesso de vendas e sua repercussão nas mídias independentes são um aviso do povo ao Parlamento. Será uma ótima oportunidade para vermos se a Casa do Povo ouve ou não os anseios do povo.

O poder de comunicação das redes sociais da internet, agora consolidado, e a obra de Ribeiro Jr. nocautearam o poderio da mídia burguesa. A luta pela democratização da comunicação ainda será longa e dura. Mas, o A Privataria mostrou que é possível impor-lhe derrotas e minar seus alicerces. Na última década, essa mídia se fez aparecer como defensora intransigente da moralidade pública e da liberdade de expressão. Bastou um apaniguado seu aparecer no centro da roubalheira pública para a máscara, mais uma vez, cair. A liberdade de expressão, para a mídia burguesa, não é outra coisa do que a liberdade de mentir, manipular ou silenciar sobre a realidade, em defesa dos seus interesses particulares ou dos seus protegidos.

A defesa do patrimônio público é válida apenas quando não são eles os larápios e o butim não aterrissa em seus cofres ou em seus endereços nos paraísos fiscais. A necessidade de uma nova lei que promova a democratização da comunicação se evidencia cada vez mais e torna inadiável uma ação do governo nessa direção. Há que se reconhecer que o ex-governador José Serra tem um papel importante nessa batalha: ao exigir cada vez mais atitudes sevandijas da mídia aos seus interesses particulares, evidencia a necessidade de uma lei de mídias, apropriada aos tempos atuais e aos interesses do povo e do país.

A leitura das páginas que documentam a roubalheira certamente provocará, também, a necessidade de um re-olhar sobre a organização e atuação dos partidos políticos. Não é algo que se impõe apenas aos tucanos. E sim, a todos. É impensável que uma organização partidária fique docilmente refém - se não é conivente - de uma pessoa que não mede esforços para impor seus interesses particulares e, inclusive, age para promover seu enriquecimento particular, dos seus familiares e amigos, com práticas que poderão conduzi-lo a sentar no banco dos réus. Ao menos quatro parlamentares do PSDB, ao assinar o pedido da CPI, deram demonstração de se insurgir contra a condição do partido permanecer refém dessa prática.

Mérito ainda do livro que trouxe para a agenda política do país a discussão sobre as privatizações – agora a privataria – ocorridas no governo de FHC. A roubalheira documentada pelo jornalista e o roteiro percorrido pela riqueza açambarcada, é apenas um dos aspectos do crime de lesa-pátria cometido por aquele governo. Sobre os fatos documentados que aparecem no livro, cabe à Justiça, especialmente o Ministério Público Federal (MPF), dar continuidade as investigações para que prevaleça a verdade e, inclusive, os acusados tenham assegurado o direito de defesa.

Mas, paralelo aos trabalhos da CPI e do MPF, deve-se promover um “reexame profundo do processo de privatizações e suas razões”, como enfatizou, em artigo, o jornalista Mauro Santayana.

Para esse reexame nada melhor que ter como ponto de partida (correndo o risco de tornar-se repetitivo como ponto de chegada) a grave denuncia que o jornalista Aloysio Biondi fez em 1999: Com o jogo perverso de estimular a busca de pretensas vantagens individuais, o governo FHC destruiu a busca de objetivos coletivos. Destruiu o Projeto Nacional. A serviço de outros países, o governo escancarou o mercado às importações e às transnacionais. Destruíram a indústria e a agricultura. Em cinco ou seis anos, clones malditos dos intelectuais de ontem destruíram o que havia sido construído ao longo de décadas. Destruíram mais. Seu crime mais hediondo foi destruir a Alma Nacional, o sonho coletivo.

Méritos para o livro e a mídia independente, que estão nos dando a oportunidade de fazermos esse acerto de contas e de abrir um novo período histórico. Atentas, as forças progressistas desse país não deixarão que o MPF e o Congresso Nacional frustrem essa expectativa.

Da web

20.12.11

Advogada alerta consumidor para que fique atento na hora das compras

O consumidor precisa ficar atento ao fazer compras de final de ano. Segundo a advogada especialista em direito do consumidor Maria Fidelis, um dos principais pontos é observar se os lojistas estão cumprindo a legislação.

“A pressão do consumidor faz com que o empresário preste o serviço de forma mais adequada, [respeitando o] direito do consumidor.”

Ela destaca que o cidadão, muitas vezes, não sabe a quem recorrer para resolver problemas decorrentes de uma compra malsucedida. “O primeiro passo é que ele tente resolver [a questão] com a empresa, se não conseguir, procure um órgão de proteção ao consumidor.”

A advogada orienta que, para segurança do consumidor, quando tiver problema com algum produto, ele tire foto e guarde os contatos da empresa, inclusive e-mails, em casos de compras feitas pela internet.

Da web

1.12.11

Reconhecimento Mundial - Dilma, a nova marca do Brasil



A presidenta Dilma Rousseff é destaque desta semana da revista norte-americana “The New Yorker”. A revista relata a trajetória política da presidenta, como militante anti-ditadura, nos anos 60, secretária de governo em Porto Alegre e ministra da Casa Civil no Governo Lula. E ressalta a sua forte presença à frente das políticas de governo, como o lançamento do Programa Brasil sem Miséria, criado para eliminar a pobreza extrema no país até 2014.

A reportagem também ressalta os avanços conquistados pelo Brasil nos últimos nove anos, que tirou 28 milhões de pessoas da linha da pobreza. Segundo a revista, o país tem um orçamento equilibrado, quase o pleno emprego, dívida interna e inflação baixas. Para a The New Yorker, o Brasil “é, caoticamente, democrático, e tem uma imprensa livre”.

Esse destaque é o reconhecimento pelo trabalho da presidenta Dilma que, neste primeiro ano de governo, manteve o Brasil na rota do desenvolvimento sustentável, respeitando os limites dos recursos naturais e priorizando os investimentos públicos na melhoria da infraestrutura, dos sistemas de educação e saúde. Também se preocupou em adotar medidas de estimulo à economia, para criar novos empreendimentos e permitir a manutenção do nível de empregos.

Hoje, conforme a revista, o Brasil está na vanguarda de importantes questões mundiais, não só econômicas, mas também na seara política, posicionando-se contra as violações dos direitos humanos e à democracia, especialmente no mundo árabe. A presidenta brasileira ainda motiva comentário sobre o comportamento do país em relação à crise mundial. “Os EUA parecem estar constantemente na mente de Dilma, como um exemplo de como não lidar com a crise econômica global”, diz a revista. Sem dúvida, um fato marcante para o Brasil e especialmente para as mulheres, que só recentemente começaram a chegar ao poder executivo em suas três esferas. Como analisa a The New Yorker, a presidenta Dilma dá importante contribuição à consolidação do Brasil como uma das potências mundiais, principalmente porque a comunidade internacional considerava o país, há pouco mais de uma década (Governo Tucano), ignorante e subdesenvolvido.

Esse reconhecimento internacional representa, mais uma vez, a quebra constante de paradigmas que o Brasil tem vivenciado. Um operário, o Presidente Lula, vítima do preconceito, realizou a maior “revolução social” que a história já registrou. Tiramos da miséria milhões de pessoas e instituímos um modelo econômico que gera riqueza e garante a sua distribuição. A presidenta Dilma, primeira mulher a ocupar o cargo, primeira mulher a abrir uma conferência da ONU, tem mostrado ao mundo os rumos para o enfrentamento da crise internacional e chama a atenção para a erradicação da miséria. Definitivamente, o Brasil não é apenas o país do futebol.

Por Edinho Silva

1.11.11

Paulo Nogueira - O que o caso William Waack mostra ?

A TV Globo carrega o peso de um passado em que, sob Roberto Marinho, ajudou o regime militar. Waack e Galvão carregam outro tipo de peso: o da arrogância vazia

O barulho no Twitter em torno de William Waack mostra, acima de tudo, o quanto ele é rejeitado por uma parcela da sociedade que para alguns é a vanguarda.

É impossível analisar o caso Waack sem lembrar o movimento, também no Twitter, que tentou – infelizmente sem sucesso – calar Galvão Bueno na Copa de 2010. Waack está para o jornalismo político como Galvão para o jornalismo esportivo.

Eles não são queridos e nem respeitados pelos tuitadores – e o fato de pertencerem à Globo apenas agrava a antipatia. Como a Globo, Waack e Galvão são vistos, até por falta de alternativas – mas não são admirados.

A TV Globo carrega o peso de um passado em que sob Roberto Marinho ajudou o regime militar – pelo qual foi intensamente ajudada também desde a origem. Waack e Galvão carregam outro tipo de peso: o da arrogância vazia. Os dias de fausto e esplendor da Globo ficaram para trás nesta Era Digital, mas alguns de seus profissionais parecem ainda se sentir donos do mundo. Eles se comportam como o “1%” do qual fala o movimento Ocupe Wall Street.

Lateralmente, vale a pena se deter especificamente no relato que a embaixada americana fez de um encontro com Waack em que ele teceu considerações sobre os candidatos à presidência. Dilma era incoerente e iria se dar mal na televisão, segundo Waack. Aécio era – é – “carismático”. Ciro Gomes era “o mais preparado”.

Para usar palavras célebres de Wellington, quem acreditasse naquilo acreditaria em tudo.
São tão obtusas as avaliações, e se mostraram como era de esperar tão erradas, por serem cheias de rancor direitista e carentes de raciocínio lógico, que você mesmo sem assistir ao telejornal de Waack percebe prontamente o desperdício de tempo que é ouvi-lo.

Da web

4.10.11

A receita da presidenta Dilma contra as políticas de austeridade e ajustes fiscais rígidos

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Dilma Rousseff
Com desassombro, remando contra a maré e o senso comum que se estabeleceu nos últimos 30 anos na comunidade global, a presidenta Dilma Rousseff tem se posicionado, em nível internacional, contra as políticas de austeridade e ajustes fiscais que levaram a Europa à atual situação e ao impasse.

Rema, assim, contra a onda gerada a partir dos governos Ronald Reagan, nos Estados Unidos (1981 e 1989) e Margaret Thatcher (1979-1990), na Inglaterra, marcos do apogeu da imposição do liberalismo econômico nos anos recentes.

A presidenta reafirma essa posição, ainda agora, em visita a Europa (Bélgica, Bulgaria e Turquia), quando destacou em alto e bom som: ajustes fiscais drásticos só servem para "aprofundar" a estagnação da economia.

Lembrar o passado para não se incorrer nos mesmos erros


Ela recorreu à crise da dívida, que afetou os países latino-americanos na década de 1980, para lembrar: "na época, os ajustes fiscais extremamente recessivos só aprofundaram o processo de estagnação, a perda de oportunidades e o desemprego".

"Dificilmente se sai da crise sem aumentar o consumo, o investimento e o nível de crescimento da economia", receitou a presidenta, insistindo que não há outra forma para sair do círculo vicioso, maior mal gerado por essas políticas que só trazem a estagnação econômica.

São políticas, como se vê agora na Europa, que nem resolveram a questão fiscal, e nem a da dívida pública. E, ainda por cima, agravaram a situação dos bancos e dos governos. Além de terem trazido a recessão e o desemprego, a perda de direitos trabalhistas, a redução de salários e cortes brutais nos programas sociais.

Políticas liberais não resolvem crise e criam círculo vicioso


Foram elas, portanto, as responsáveis pela montagem do cenário que se vê hoje no Velho Continente, e que comprova o equívoco das políticas que priorizam exclusivamente cortes de gastos, de investimentos, e redução de salários e benefícios previdenciários e sociais.

O resultado não foi nem poderia ser outro: queda do crescimento, da arrecadação, recessão, ampliação do desemprego, e aumento do risco e dos juros para um a um e para quase todos os países da União Europeia (UE).

Estabeleceu-se, assim, com essas políticas, o círculo vicioso do qual não conseguem livrar-se os europeus. Nele, a Grécia é apenas o primeiro caso de insolvência, uma ameaça que paira seriamente sobre a Itália e a Espanha também.
 
Com blogs

26.8.11

Usina da Petrobras inaugurada vai produzir 44 milhões de litros de etanol na próxima safra

Foi inaugurada em Colina (SP), uma destilaria de etanol na unidade da Petrobras Biocombustível São José. A usina fabricava somente açúcar e passa, agora, a produzir etanol para atender à crescente demanda do mercado nacional pelo produto.

A unidade terá capacidade de produzir 110 milhões de litros de etanol por ano. Para a safra 2011/12, a estimativa de produção da unidade é 44 milhões de litros de etanol. Ao todo, foram investidos R$ 30,8 milhões na construção da destilaria, que é uma parceria da Petrobras Biocombustível e a empresa Tereos Internacional, por meio do Grupo Guarani.

O evento contou com a participação do presidente da Petrobras Biocombustível, Miguel Rossetto, e do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão. Lobão lembrou que a meta é que a Petrobras passe de 5% de participação nacional na produção de etanol para 12% até 2015.

Por Lana Cristina

13.8.11

Denuncia - Wikileaks tira máscara da mídia brasileira e comprova: estão à serviço dos EUA

Aconteceu o que já era de conhecimento dos menos desavisados. A grande imprensa  brasileira foi finalmente desnudada, com tudo comprovado em documentos oficiais e sigilosos. Quem ainda tinha motivos para outorgar credibilidade à estes veículos e seus jornalistas, não tem mais.

William Waack, da Globo, aparece nos documentos secretos

Novos documentos vazados pela organização WikiLeaks trazem à tona detalhes e provas da estreita relação do USA com o monopólio dos meios de comunicação no Brasil semicolonial. Um despacho diplomático de 2005, por exemplo, assinado pelo então cônsul de São Paulo, Patrick Dennis Duddy, narra o encontro em Porto Alegre do então embaixador John Danilovich com representantes do grupo RBS, descrito como "o maior grupo regional de comunicação da América Latina", ligado às organizações Globo. 

 
O encontro é descrito como "um almoço 'off the record' [cujo teor da conversa não pode ser divulgado], e uma nota complementar do despacho diz: "Nós temos tradicionalmente tido acesso e relações excelentes com o grupo".

Outro despacho diplomático datado de 2005 descreve um encontro entre Danilovich e Abraham Goldstein, líder judeu de São Paulo, no qual a conversa girou em torno de uma campanha de imprensa pró-sionista no monopólio da imprensa no Brasil que antecedesse a Cúpula América do Sul-Países Árabes daquele ano, no que o jornalão O Estado de S.Paulo se prontificou a ajudar, prometendo uma cobertura "positiva" para Israel.

Os documentos revelados pelo WikiLeaks mostram ainda que nomes proeminentes do monopólio da imprensa são sistematicamente convocados por diplomatas ianques para lhes passar informações sobre a política partidária e o cenário econômico da semicolônia ou para ouvir recomendações.

Um deles é o jornalista William Waack, apresentador de telejornais e de programas de entrevistas das Organizações Globo. Os despachos diplomáticos enviados a Washington pelas representações consulares ianques no Brasil citam três encontros de Waack com emissários da administração do USA. O primeiro deles foi em abril de 2008 (junto com outros jornalistas) com o almirante Philip Cullom, que estava no Brasil para acompanhar exercícios conjuntos entre as marinhas do USA, do Brasil e da Argentina. 

O segundo encontro aconteceu em 2009, quando Waack foi chamado para dar informações sobre as conformações das facções partidárias visando o processo eleitoral de 2010. O terceiro foi em 2010, com o atual embaixador ianque, Thomas Shannon, quando o jornalista novamente abasteceu os ianques com informações detalhadas sobre os então candidatos a gerente da semicolônia Brasil.

Outro nome proeminente muito requisitado pelos ianques é do jornalista Carlos Eduardo Lins da Silva, d'A Folha de S.Paulo. Os documentos revelados pelo WikiLeaks dão conta de quatro participações do jornalista (ou "ex-jornalista e consultor político", como é descrito) em reuniões de brasileiros com representantes da administração ianque: um membro do Departamento de Estado, um senador, o cônsul-geral no Brasil e um secretário para assuntos do hemisfério ocidental. Na pauta, o repasse de informações sobre os partidos eleitoreiros no Brasil e sobre a exploração de petróleo na camada pré-sal.

Cai também a máscara de Fernando Rodrigues, da Folha

Fernando Rodrigues, repórter especial de política da Folha de S.Paulo, chegou a dar explicações aos ianques sobre o funcionamento do Tribunal de Contas da União.

Outro assunto que veio à tona com documentos revelados pelo WikiLeaks são os interesses do imperialismo ianque no estado brasileiro do Piauí.

Um documento datado de 2 de fevereiro de 2010 mostra que representantes do USA participaram de uma conferência organizada pelo governador do Piauí, Wellington Dias (PT), na capital Teresina, a fim de requisitar a implementação de obras de infra-estrutura que poderiam favorecer a exploração pelos monopólios ianques das imensas riquezas em matérias-primas do segundo estado mais pobre do Nordeste.

A representante do WikiLeaks no Brasil, a jornalista Natália Viana, adiantou que a organização divulgará em breve milhares de documentos inéditos da diplomacia ianque sobre o Brasil produzidos durante o gerenciamento Lula, incluindo alguns que desnudam a estreita relação do USA com o treinamento do aparato repressivo do velho Estado brasileiro. A ver.

Hugo R C Souza

24.7.11

Movimento negro protesta em frente ao Grupo Pão de Açúcar contra discriminação racial

Representantes da organização não governamental (ONG) Rede de Pré-Vestibulares Comunitários e Educação e Cidadania de Afro-Descendentes e Carentes (Educafro), entidade do movimento negro que luta por Justiça, realizaram no final da manhã de hoje (22) um ato de protesto contra ações de discriminação racial, em frente ao prédio do escritório central do Grupo Pão de Açúcar.

O Grupo Pão de Açúcar divulgou nota informando que entrou em contato com a ONG Educafro e que "reiterou suas diretrizes de repúdio a qualquer ato discriminatório". Segundo a nota, a empresa "pauta suas ações no respeito aos direitos humanos e à integridade de todos os que frequentam as suas lojas, bem como os que contribuem com a sua operação". A empresa assegurou que "não admite qualquer forma de discriminação relativa à raça, gênero, orientação sexual, cor, religião, idade, origem étnica, incapacidade física ou mental ou qualquer outra classificação protegida por leis federais, estaduais ou municipais".

Com megafones, cartazes e bandeiras, integrantes da Educafro procuraram chamar a atenção do público e pressionar a diretoria do grupo a marcar uma reunião para negociar um meio de coibir a discriminação racial. “Queremos propor um treinamento antirracista para os funcionários com o objetivo de erradicar os comportamentos preconceituosos”, disse Marcelo Antônio de Jesus, um dos coordenadores do ato.
Segundo ele, a organização analisa cinco casos de maus tratos em estabelecimentos comerciais. Entre os processos está o de duas mulheres - mãe e filha - vítimas de discriminação, no último dia 7, após fazer compras no Supermercado CompreBem, no bairro de Itaquera, zona leste da cidade.

Quando as clientes já estavam a 100 metros de distância do local, de acordo com Santos, foram abordadas por um segurança. Dizendo-se policial, o homem disse a elas que “alguém as viu furtando algo e que seriam suspeitas por serem negras”.

Sobre este caso ocorrido em 7 de julho, o Grupo Pão de Açúcar havia emitido o seguinte esclarecimento: “O CompreBem repudia qualquer ato discriminatório e informa que suas ações são sempre pautadas no respeito à integridade e aos direitos humanos e promove contínuo treinamento dos seus colaboradores para o cumprimento das leis e do Código de Ética do grupo. A rede colabora e aguarda a investigação dos órgãos competentes para esclarecimento do fato”.

8.7.11

O BRASIL SERIA UM PAÍS DE TODOS, ATÉ DE EXTRATERRESTRES?

Como é maravilhoso esse nosso mundinho, não? Até hoje a gente não sabe como e por que viemos parar aqui. Teria sido a mão de um Deus todo poderoso que nos criou? Quem sabe não é somente mais um desses tantos acasos que nos ocorrem diariamente, porém numa escala grandona? Porque é mais ou menos dessa maneira que a teoria do Big Bang explica a nossa criação. Teóricos de um lado, teólogos do outro, se espancando para ver em quem o povo vai acreditar.

E agora juntam-se a esses dois grupos, um seleto time de cientistas que têm uma nova explicação para a nossa criação. Nova em termos, porque a tese já passa pelo escrutínio da ciência faz tempo. Finalmente, alguns homens das luzes nos mostram dados mais embasados de que a vida na Terra poderia ter vindo, na verdade, de outro canto do universo. Somos alienígenas?! Não, não. Pode ficar calminho, porque ainda não se trata disso.

A panspermia é uma teoria científica que acredita que a vida na Terra foi iniciada, na verdade, em outro planeta. Mais ou menos assim: seres extraterrentes chegam ao nosso planeta desocupado, sem qualquer ser vivo, adaptam-se ao ambiente terrestre e sofrem o processo evolutivo. Até que, bilhões de anos depois, temos seres superevoluídos como o genial Stephen Hawking, que mesmo numa cadeira de rodas tenta provar a teoria da cordas. Albert Einstein e outros seres de uma importância tremenda também são, ao menos na visão panspermica, cria de uma vida forasteira que chegou por aqui faz muito tempo.

Se você está achando que essa história é proveniente de um cérebro doentio de cientistazinho qualquer, é bom saber que um estudo brasileiro reforça a hipótese da panspermia. Os pesquisadores do nosso Brasil descobriram que só 2% das bactérias sobrevivem a sessões de radiação, uma prévia do que uma vida extraterrestre teria que enfrentar para chegar por aqui. Pouco? Numa amostra de cem mil células, dariam duas mil células sobreviventes. Uma verdadeira invasão espacial.

17.6.11

Vendas de títulos públicos a pessoas físicas pela internet bate recorde

A venda de títulos públicos a pessoas físicas pela internet bateu recorde em maio. Segundo dados divulgados  pela área econômica, as vendas do programa Tesouro Direto somaram R$ 360,91 milhões no mês passado, o maior volume mensal desde 2002, quando o serviço foi criado.

A quantia é cerca de R$ 700 mil superior aos R$ 360,26 milhões registrados em janeiro. O programa também bateu outro recorde. Em maio, 10.088 participantes ingressaram no Tesouro Direto, o maior número de adesões para um único mês. Os novos cadastros fizeram o total de investidores subir para 245.994, o que representa aumento de 29,1% nos últimos 12 meses.

No mês passado, os títulos mais comprados pelos investidores foram os corrigidos por índices de preços, que representaram 56,8% do montante vendido. A participação dos papéis prefixados (com juros definidos com antecedência) correspondeu a 31,53%, enquanto os títulos indexados pela taxa básica de juros (Selic) responderam por 11,9% do total. Os investimentos de menor valor continuaram a liderar a preferência dos aplicadores. As vendas abaixo de R$ 5 mil corresponderam a 56,4% do volume aplicado no mês.

O Tesouro Direto foi criado em janeiro de 2002 para popularizar esse tipo de aplicação e permitir que pessoas físicas pudessem adquirir títulos públicos diretamente pela internet, sem a intermediação de agentes financeiros. O aplicador só tem que pagar uma taxa a corretora que ficará com a custódia dos títulos.
A venda de títulos é uma das formas que o governo tem para captar recursos para pagar dívidas e honrar compromissos. Em troca, compromete-se a devolver o valor com um adicional, que pode variar de acordo com a taxa Selic, índices de inflação, câmbio ou uma taxa definida antecipadamente.

Por Wellton Máximo

12.5.11

Sucesso - Maior crescimento de vagas é para os jovens

Os dados de empregos gerados em 2010, agora corrigidos pelo Ministério do Trabalho (leiam o Destaque Três milhões de empregos criados só no último ano do governo Lula) indicam que os jovens na faixa de 16 a 17 anos foram os mais beneficiados pelo aumento recorde de postos de trabalho formais (2.861 milhões) no ano passado.O número de vagas para eles cresceu 19%.

Também o emprego feminino teve uma expansão de 7,3%, maior, portanto, que a do masculino, de 6,7%. No entanto, as mulheres ainda ganham menos e são minoria: 18,3 milhões de trabalhadoras, ante 25,7 milhões de trabalhadores. O fato de os homens continuarem a ganhar mais indica que a batalha pela igualdade salarial e de genero, tem que ser intensificada e se estenderá ainda por um longo tempo.

Nesta análise do emprego para os jovens há um aspecto ainda mais positivo a ressaltar: embora a oferta de empregos para eles tenha crescido mais do que para outros segmentos da população, os jovens preferiram continuar estudando a entrar no mercado de trabalho. Sua participação no mercado de trabalho teve uma forte redução nos últimos anos oito anos, conforme os dados do IBGE divulgados no início desta semana.

A correção com base na Relação Anual de Informação Social (RAIS) indica haver hoje no país, também, uma grande oferta de empregos para os que têm entre 50 e 64 anos e para o grupo acima de 65 anos - para os desta faixa etária a expansão foi de 12,77%, enquanto para os que se situam entre os 50 e 64 anos foi de 10,28%.

A RAIS registra que o total de trabalhadores formais no Brasil chegou a 44 milhões - incluindo aposentados e pensionistas (portanto com renda), o número chega a 66,7 milhões.

Com blogs

29.4.11

Correios poderão ter participação em outras empresas, oferecer serviços bancários e de telefonia

Os Correios foram autorizados a ampliar sua atuação. A autarquia pode oferecer serviços como telefonia, internet, logística integrada, serviços bancários e ter participação em companhias aéreas. A mudança foi possível por uma medida provisória (MP) publicada hoje (29) no Diário Oficial da União que estabelece mudanças no estatuto da empresa. A MP também permite a atuação em outros países, a participação societária em empresas e a constituição de subsidiárias.

O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, explicou que as medidas são para modernizar a empresa, já que o estatuto tem 42 anos. “Queremos que os Correios sejam uma empresa moderna, com serviços da melhor qualidade. Provavelmente, é a única empresa que atua em todos os municípios do Brasil, então tem que atender bem”.
Na área de serviços eletrônicos, os Correios poderão oferecer o serviço de telefonia como operador virtual, que permite alugar parte da rede de grandes empresas e oferecer linhas aos consumidores. A empresa também deve aumentar a hospedagem de lojas de comércio pela internet, além de atividades como certificação digital, e-mail registrado, entrega de mensagens de forma sigilosa e segura e o serviço de correio híbrido, no qual é possível enviar uma correspondência eletrônica para ser impressa pela empresa antes de chegar ao destinatário.
Os Correios também estão autorizados a oferecer serviços bancários. Hoje, a empresa tem o Banco Postal, que oferece os serviços de apenas um banco, definido por licitação. O ministro ressaltou que esse serviço tem hoje cerca de 11 milhões de contas e mais da metade são clientes com renda de até dois salários mínimos.
A empresa também pode entrar no setor de aviação. Ela poderá participar como sócia minoritária de uma empresa já existente, constituir sua própria empresa ou aumentar o tempo de validade dos contratos com as empresas aéreas, que hoje é de um ano, podendo ser renovado por mais cinco. Segundo Bernardo, os Correios gastam por ano cerca de R$ 300 milhões com serviços aéreos.
Com a MP, os Correios ficam autorizados a entrar como sócio do Trem de Alta Velocidade. Mas Paulo Bernardo disse que a empresa não vai disputar o leilão.
O novo estatuto dos Correios vai permitir que a empresa amplie sua atuação no exterior, com a abertura de agências próprias. Hoje as encomendas que são enviadas para fora do país passam por outras empresas, por meio de acordos de cooperação. No novo formato, a empresa poderá entregar diretamente objetos no exterior. Outra mudança é a obrigatoriedade de publicação anual dos balanços da empresa e a participação de um representante dos trabalhadores no conselho de administração.
Para que as mudanças entrem em vigor, um novo decreto com as mudanças no estatuto terá que ser assinado pela Presidência da República, o que poderá ser feito na próxima segunda-feira.
Por Sabrina Craide

7.4.11

Faturamento real da indústria em fevereiro cresceu 14,3% na comparação com mesmo mês do ano passado

O faturamento real da indústria de transformação cresceu fortemente em fevereiro registrando elevação de 14,3% em comparação ao mesmo período de 2010. Os números são da Confederação Nacional da Indústria (CNI) que divulgou  o informativo Indicadores Industriais. As horas trabalhadas, que medem o ritmo do setor, subiram 6,7% e o emprego 4,1% na mesma comparação.

O carnaval, que este ano ocorreu em março, teve efeito no resultado uma vez que influenciou o número de dias úteis trabalhados em fevereiro e, consequentemente, alguns indicadores. “Ao mudar o carnaval de um mês para outro houve um impacto. Em março, a grande intensidade não vai se repetir”, disse Flávio Castelo Branco, economista da CNI.

A massa salarial, já corrigida pela inflação, teve queda de 1,4% em fevereiro em comparação a janeiro, mas registrou um acréscimo de 5,8% na comparação com o mesmo mês do ano anterior. O rendimento real ficou 1,6% na comparação entre fevereiro deste ano e o mesmo mês do ano passado. 

O faturamento real no primeiro bimestre deste ano cresceu 11,1% em comparação ao mesmo período de 2010, com aumento das horas trabalhadas em 5,4%, do emprego em 4,4%, da massa salarial em 5,8% e do rendimento real médio de 1,2%.

Sem a influência de fatores sazonais, o faturamento real foi de 6,9% na comparação entre fevereiro deste ano e o mesmo mês do ano passado, as horas trabalhadas cresceram 2,6% e o emprego 0,4% na mesma comparação. As alterações da massa salarial e do rendimento real médio não podem ser quantificadas.
Em fevereiro, segundo a CNI, a indústria operou com 83,6% da capacidade instalada – resultado sem a influência de fatores sazonais. O resultado representa crescimento de 0,5 ponto percentual em comparação a janeiro e 2,6 pontos em comparação ao mesmo mês de 2010.

18.3.11

Capitalismo X Socialismo - O governo controla o gasto, não o déficit disse...

Em 1936, John Maynard Keynes publicou sua Teoria geral sobre o emprego, o juro e a moeda. É o livro de economia mais importante do século XX. Nele, Keynes destruiu vários mitos sobre o funcionamento de uma economia capitalista. Por isso a academia se encarregou de distorcê-lo, desvirtuá-lo, cooptá-lo e, quando isso não foi possível, relegá-lo ao esquecimento.

Uma das lendas mais importantes destruídas pela obra de Keynes foi a crença de que, quando existe flexibilidade nos salários, se reestabelece o pleno emprego. Baseado em sua análise da demanda agregada, o multiplicador e sua teoria monetária do investimento, Keynes demonstrou que a flexibilidade dos salários não só permite alcançar uma posição de pleno emprego, mas também pode conduzir para uma situação de crise. A razão, em poucas palavras, é que ao derrubar-se a demanda efetiva, o investimento e o emprego caem juntos.

Mas esta mensagem de Keynes (como outras) foi considerada demasiado subversiva. A academia, sempre tão preocupada com a ciência, dedicou-se a distorcer a mensagem das instituições keynesianas. O resultado foi um período de cinco décadas nas quais os economistas acadêmicos construíram e refinaram modelos cada vez mais inúteis sobre o funcionamento das economias capitalistas. Esses modelos foram utilizados pelos bancos centrais e ministérios de finanças de todo o mundo para o desenho e aplicação de políticas econômicas.

A base desses modelos é que as economias capitalistas são sistemas de equilíbrio geral, mas com fricções. Ou seja, o capitalismo é sempre bem comportado. Mas deixa de sê-lo quando enfrenta essas fricções que podem ser de todo tipo: desde regulações impostas pelo governo, passando pelos “perversos sindicatos” e chegando aos choques externos. Assim, a academia passou os últimos 50 anos refinando modelos sobre economias capitalistas de equilíbrio com turbulências. Esse esquema mental impede pensar a economia capitalista como fonte de instabilidade perigosa.

Hoje, em plena crise e com discussões acaloradas sobre finanças públicas, há outra ideia igualmente perigosa que Keynes combateu com tenacidade (mas parece que sem êxito). Consiste na comparação das finanças públicas com o orçamento de qualquer família. Com essa ideia falaciosa, hoje se insiste que o déficit público e o endividamento são insustentáveis. Nos Estados Unidos e na Europa, o argumento é o mesmo: como qualquer família, o governo tem que reduzir seus gastos.

No ano passado as economistas Ann Pettifor e Victoria Chick divulgaram uma pesquisa sobre a política tributária, a redução do gasto e a redução do endividamento na Inglaterra. Examinaram dados dos últimos 100 anos das contas públicas e analisaram os episódios nos quais o governo buscou melhorar sua posição fiscal e reduzir o nível da dívida por meio de cortes nos gastos. Os episódios de consolidação fiscal, nos quais o gasto público efetivamente caiu, foram comparados com períodos de expansão fiscal (nos quais o gasto aumentou). Os resultados contradizem de maneira irrefutável o que hoje se considera o ponto de vista dominante. A conclusão é que, quando se aumenta o gasto mais rapidamente, o nível de endividamento público (relativo ao PIB) cai e a economia prospera. EM troca, quando o gasto é reduzido, o coeficiente dívida/PIB piora e os demais indicadores (sobre PIB e emprego) evoluem desfavoravelmente.

..continua no http://www.gestaosindical.com.br

24.2.11

Alô, alô seu Frias, aquele abraço!

 Estava evitando falar desse assunto, digamos, tão pragmático. Mas não dá para evitar, quando um assunto cai nas graças do polvo, só nos resta comentar {{para quem comentou o BBB nem é preciso assim tanto esforço}}.


   É claro que não carece de lembranças as tantas difamações do jornal contra a própria Dilma. Não sendo pouco o fato de ter ajudado a ditadura {{não acredite em mim}} ainda resolveu dizer que a ditadura, na verdade, foi uma "Ditabranda":


   Em realidade é até justificável que, uma vez percebido o erro de ajudar a ditadura, você chame de Ditabranda, como quem tenta pagar da memória, do legado, as mazelas causadas por um erro crasso como este. É bem verdade que assumir os erros não é o caso da grande ImprenÇa, motivo pelo qual seguem as reiteradas amenizações à ditadura.

   Também é verdade que o jornal publicou fatos para lá de excusos e discutíveis, tais como:


   Como simplesmente apoiar a ditadura é pouco, a folha fez questão de censurar um outro blog {{CENSURA EU, FOLHA!!}} que fazia críticas. O motivo alegado é meramente artimanha jurídica {{uso indevido da marca}}. 

    Apesar de tudo isso, Dilma foi à festa dos 90 anos do jornal. 

    E, ao contrário de meus colegas Maria Frô e Eduardo Guimarães, eu compreendo. Considero extremamente discutível e questionável o pragmatismo político, mas entendo, compreendo e até acho que é uma boa tática. Sim, boa tática.

   Afinal a política nada mais é do que uma guerra {{ideológica}}, uma disputa de forças onde um grupo ameaça com algo e outro com outro algo {{que português, bunitu!}}. A verdade é que, esperamos todos que votamos nela, ela tentará {{e, possivelmente, aprovará, embora com restrições}} aprovar um marco regulatório de imprenÇa. Regras para a condução ética do jornalismo.

   Não, queridão, não é censura. Leia aqui.
   E que melhor argumento contra a frase mais dita pela imprenÇa atual {{regular = censurar}} do que um monte de fotos mostrando a própria presidenta na festa do jornal?! A verdade, pessoas, é que a política é um mundo onde não há espaço para limpinhos. É verdade também que não é preciso ser corrupto para isso. Mas o pragmatismo, as alianças e negociações estarão sempre presentes. 

   Oposição ou situação, seja o lado qual for, você vai precisar negociar com alguém com quem já disputou. Vai ter de estender a mão para seres que outrora você chamou {{ainda que tenha razão}} de injustos, sem honra ou seja como for que você chame o PMDB {{ato falho, desculpe}}.

   Enfim, dá nojo, dá asco, mas é preciso ter o PMDB como aliado no Legislativo, como é preciso ceder às grandes corporações e jornalecos como folha. Faz parte do jogo. Que é sujo por natureza. 



E mesmo quem não tem
Coragem pra suportar
Tem que arranjar também
Coragem pra suportar

Ou então
Vai embora
Vai pra longe
E deixa tudo
Tudo que é nada
Nada pra viver
Nada pra dar
Coragem pra suportar
{{não acredite em mim - Gilberto Gil - ouça a música }} 
 

28.1.11

SUS vai avaliar satisfação do usuário, informa Padilha

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou que vai implementar no Sistema Único de Saúde (SUS) um programa de avaliação da qualidade dos serviços, de acordo com a percepção dos usuários. Segundo Padilha, a ideia é levar para todo o país uma versão do SOU (Soluções e Orientação ao Usuário), um projeto da prefeitura de São Bernardo do Campo, município do ABC paulista.

Durante a inauguração de um Pronto Socorro Obstétrico em São Bernardo do Campo, Padilha se disse impressionado com os resultados do programa SOU. “Nós vamos carregar essa experiência, junto com as secretarias municipais, estaduais e algumas iniciativas diretas do Ministério da Saúde para que a gente possa implantar isso em todo o Brasil”.

Segundo o ministro, criar mecanismos para avaliar a qualidade do sistema de saúde é uma das prioridades da gestão dele. “Para que você tenha metas claras da União, estados e municípios”. Na opinião de Padilha, o programa implentado em São Bernardo do Campo, que conta uma equipe dentro de cada unidade de saúde para coletar as opiniões dos usuários, dá mais agilidade ao processo de avaliação.

18.1.11

Brasil bate recorde com a criação de 2,52 milhões de empregos formais em 2010

 


A criação de empregos com carteira assinada no Brasil em 2010 atingiu 2,524 milhões de vagas, o que representa o melhor desempenho desde 1992, quanto teve início a série histórica.

Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho, e foram divulgados o número supera a meta estabelecida pelo governo para o ano passado, que era de 2,5 milhões de empregos.

O resultado de 2010 supera o recorde anterior que era o de 2007 (1,6 milhão de vagas). A série histórica é o período em que é adotada a mesma metodologia e, assim, permite a comparação entre anos.

Em dezembro de 2010, foram criadas 407 mil vagas. O cálculo é feito pela diferença entre o total de pessoas contratadas e o total de demitidos em cada mês.

9.1.11

Sucesso - Petrobras vai antecipar exploração do pré-sal

A Petrobras informou  que vai antecipar a exploração de petróleo na camada pré-sal da Bacia de Santos. Para tanto, aprovou o afretamento de duas novas plataformas do tipo FPSO (que produzem, armazenam e transferem petróleo e gás) para os projetos-piloto da área de Guará Norte e do Campo de Cernambi.

Em nota encaminhada à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a estatal comunica que cada uma das novas plataformas terá capacidade de produzir 150 mil barris de óleo por dia e 8 milhões de metros cúbicos (m³) de gás. A previsão é que entrem em operação em 2014.

Segundo a Petrobras, a decisão de fretar as plataformas foi tomada pelos consórcios que operam os blocos, para viabilizar a antecipação da produção dessas áreas diante dos resultados “excelentes” dos testes iniciais.
O consórcio do Bloco BMS-9 (Guará-Norte) é operado pela Petrobras (45%), em parceria com BG Group (30%) e Repsol Brasil (25%). Já o consórcio do Bloco BMS-11 (Campo de Cernambi) é controlado pela Petrobras (65%), que tem como parceiras BG Group (25%) e Galp Energia (10%).

27.12.10

Brasil é o país latino-americano com mais beneficiários de programas de transferência de renda

O Brasil lidera os países latino-americanos em programas de transferência de renda para populações carentes, seguido pelo México e pela Colômbia, segundo estudos da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal). Pelos dados do órgão, mais de 100 milhões de pessoas ou 19% dos moradores da região são beneficiados pelos repasses feitos por meio dos programas de transferência de renda. O Programa Bolsa Família está à frente dos demais programas latino-americanos.

De acordo com dados do órgão, em média, os gastos dos programas representam apenas 0,4% do Produto Interno Bruto (PIB) nos países da região. Os programas com maior número de beneficiários em termos absolutos são o Bolsa Família no Brasil – 52 milhões de pessoas –, o Oportunidades, do México – 27 milhões de pessoas atendidas – e o programa Famílias em Ação da Colômbia – com 12 milhões de beneficiários.

A Cepal informou que há programas de transferência de renda em vigor em 18 países da região que atendem a 25 milhões de famílias, o equivalente a 113 milhões de pessoas – ou 19% da população da América Latina e no Caribe. De acordo com os especialistas, os programas colaboram para a redução a curto prazo da pobreza e para o fortalecimento do desenvolvimento humano.

Para a Cepal, os programas de transferência de renda devem ser interpretados como ferramentas “importantes” nas políticas sociais de combate à pobreza, de acordo com a agência. “Tratam-se de iniciativas de caráter não contributivo que procuram aumentar os níveis de consumo das famílias”, informou o relatório do órgão.

Alguns países começaram há pouco tempo a implementar os programas de transferência de renda, como Honduras com o projeto Bono 10 mil – que paga cerca de US$ 500 por ano por beneficiário.
De acordo com o relatório da Cepal, o Panorama Social da América Latina 2010, apresentado em novembro, contribuiu para diminuir o impacto da crise econômica e reduzir a desigualdade.

21.12.10

ANS quer ampliar debate sobre projeto que reserva vagas privadas em hospitais públicos

Órgão da União responsável por defender o interesse dos clientes de planos de saúde particulares e regular o serviço oferecido pelas empresas operadoras, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) considera que a proposta do governo paulista de reservar leitos em hospitais públicos administrados por organizações sociais para segurados de planos de saúde particulares precisa ser mais bem detalhada para que se evitem distorções, como um atendimento discriminatório.

Embora diga ver a iniciativa paulista com bons olhos, o diretor de Fiscalização da agência, Eduardo Sales, reconhece que, uma vez legalizados os “hospitais públicos de dupla porta”, nos quais as pessoas que tiverem planos de saúde poderão receber um tratamento diferenciado dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), será difícil cumprir os 25% de reserva de leitos, previstos no projeto de lei complementar encaminhado pelo governo estadual à Assembleia Legislativa no último dia 29. A previsão é que o projeto volte à pauta de votação nesta terça-feira (21).

“Em tese, pela Constituição Federal, todos têm direito de acesso aos serviços e ações de saúde. Portanto, se qualquer cidadão que tiver um plano particular chegar a uma unidade hospitalar pública, terá que ser atendido, mesmo que a unidade já tenha extrapolado a cota de 25%”, afirmou Sales à Agência Brasil. “Seria interessante tentar definir objetivamente como controlar esses 25% porque, indiscutivelmente, é preciso discutir a questão do acesso democrático”, concluiu o diretor, destacando que sempre houve, no país, hospitais que atendem tanto aos usuários do SUS quanto aos clientes de planos de saúde. Ele ressalvou, porém, que iniciativas como a do governo paulista são, de alguma forma, uma “interferência no processo democrático de acesso aos hospitais”.

Para Sales, o projeto de lei complementar enviado à Assembleia Legislativa pelo governador Alberto Goldman tem um aspecto positivo, que é o de permitir que as organizações sociais cobrem, elas próprias, a dívida das operadoras de planos de saúde, o que, atualmente, só pode ser feito, com alguma dificuldade, pela ANS.

“No âmbito do ressarcimento, o projeto traz benefícios e, a meu ver, esta é uma solução bastante razoável que pode ser experimentada, embora exija um aprofundamento da discussão para não permitir que os usuários do SUS sejam prejudicados”.

Conforme explicou Sales, atualmente, toda a internação em hospitais públicos é notificada à ANS. A agência então verifica em sua base de dados se a pessoa atendida é ou não cliente de um plano privado. Nos casos em que o paciente tem um convênio particular, os valores gastos com os procedimentos médicos são cobrados da empresa operadora e então repassado ao hospital.

13.12.10

Justiça Social - 41% das famílias serão classe média

Em 2020, massa de ganhos dessa faixa de renda vai ser 72% maior do que a de 2009.


Estudo prevê que, em dez anos, o Brasil terá 69 milhões de famílias, das quais 29 milhões pertencentes à classe C

No país que já foi chamado de "Belíndia" -por misturar a riqueza da Bélgica e a miséria da Índia-, a nova classe média chega cada vez mais perto do padrão de consumo do Primeiro Mundo.E, daqui a dez anos, essa fatia dos brasileiros deve, sozinha, colocar o equivalente a uma Bélgica no bolso.

O poder de compra da classe C deve quase dobrar e saltar para R$ 757 bilhões em 2020, de acordo com estudo feito pela consultoria Plano CDE para a Folha.Em valores atuais, a projeção é quase o PIB (Produto Interno Bruto) da Bélgica em 2009, de aproximadamente R$ 796 bilhões. Ou perto de duas vezes o da Colômbia, equivalente a R$ 391 bilhões.

Mas é importante frisar que, no quesito PIB per capita, os brasileiros -assim como os colombianos- ainda estão longe dos belgas.Segundo o CIA Factbook, no Brasil o PIB por habitante em 2009 foi estimado em US$ 10 mil (cerca de R$ 17,1 mil), próximo ao da Colômbia (US$ 9.300). Já na Bélgica, cada pessoa tem quase quatro vezes isso para gastar por ano: US$ 36,8 mil.

A massa de renda da classe C brasileira em dez anos seria suficiente, por exemplo, para bancar 126 milhões de pacotes de viagem de nove noites a Nova York, a preços de hoje.

69 MI DE FAMÍLIAS

Para a projeção até 2020, o estudo considera um crescimento médio da economia brasileira de 4% ao ano.

A partir de dados do IBGE, prevê aumento do número de famílias de 58 milhões em 2009 para 69 milhões -sendo, desse total, 29 milhões da nova classe média.O levantamento aponta ainda que o poder de compra da classe C vai ser 20% maior que o da classe A. E quase o triplo das massas de renda das classes D e E somadas.

"Nesse cenário, o "brasileiro médio" passa a ter um padrão de consumo próximo ao observado em países desenvolvidos", diz Haroldo Torres, economista, demógrafo e diretor da Plano CDE.Em relação à distribuição de renda estimada para o Brasil em 2020, a classe C deverá representar 41% das famílias. Em 2009, eram 34%.

A classe D diminuiria para 22% (saindo de 27%), e a E, para 17% (saindo de 21%).E, levando em conta o número absoluto de famílias, o tamanho das classes D e E permanece praticamente constante de 1999 até 2020."Esses dados mostram que a ascensão social que tem existido nas classes mais baixas no país é das novas gerações. São os filhos que, com mais estudo, conseguem mobilidade", diz Torres.Na Folha tucana

2.12.10

Mulheres defendem Previdência Social para trabalhadoras informais

Centenas de mulheres trabalhadoras de todo o país se mobilizam em Brasília em defesa da luta pela Previdência Social. São trabalhadoras informais como catadoras, ambulantes, feirantes, donas de casa, que exercem a a profissão em condições precárias e insalubres, sem proteção social e até hoje seguem sem reconhecimento de seu valor e de seus direitos.

Elas ficarão até amanhã (2) em um acampamento montado ao lado do Centro de Convenções Ulysses Guimarães, onde paralelamente ocorre a Conferência Mundial sobre Sistemas Universais de Seguridade Social, que trata da construção de sistemas universais de seguridade social. Na oportunidade, as mulheres irão apresentar um documento com propostas de seguridade social para a trabalhadora brasileira.

“As mulheres querem chamar atenção para a situação da seguridade social no nosso país que tem um impacto muito grande na vida das mulheres brasileiras que estão excluídas majoritariamente desse sistema”, disse a integrante da Articulação de Mulheres do Brasil (AMB) Nilde Sousa.

Todas as trabalhadoras fazem parte dos movimentos de mulheres articulados pelo Fórum Itinerante das Mulheres em Defesa da Seguridade Social, que desde 2007 estão em permanente mobilização, por todo o Brasil, em defesa da proteção social ao trabalho das mulheres.

“Há várias formas de se pensar em uma solução. Seria importante que o governo pensasse em taxas menores de contribuição para que essas mulheres tivessem condições de pagar essas taxas”, disse a coordenadora do Centro Feminista de Estudos e Assessoria, Leila Rebouças.

 Da web

1964: a ditadura ainda sobrevive dentro do PIG

Há 44 anos atrás, os mesmos jornais do PIG (Partido da Imprensa Golpista) que hoje querem derrubar Lula e seus ministros, publicavam manchetes mentirosas para apoiar a derrubada do presidente João Goulart: Estadão, Folha de São Paulo, O Globo, a Editora Abril...

O Brasil foi redemocratizado com a constituinte de 1988, mas da ditadura de 1964 sobrou o entulho do PIG.

As notícias obedecem à ditadura das mesmas famílias donas dos mesmos jornais e TVs golpistas de 1964: Marinhos, Civitas, Mesquitas e Frias.

Os ditadores da mídia, censuram o que sai em seu jornais, rádios e TVs. Publicam notícias favoráveis para os "amigos" e para os "inimigos" fabricam crises e dossiês, por mais falsos e absurdos que sejam.

O mais recente é o "dossiê" FHC, para derrubar Dilma.

O instinto golpista continua o mesmo de 1964. Querem retomar de assalto o Estado brasileiro em 2010 a qualquer preço.

Para relembrar a falta de pudor em publicar mentiras, vejam a manchete recheada de escárnio e cinismo do jornal O Globo em 01/04/1964: "Fugiu Goulart e a Democracia está sendo restabelecida".

Goulart estava em Porto Alegre, em território nacional - portanto em pleno exercício da presidência - na casa do General Ladário, acompanhando o desdobrar dos acontecimentos.

Tancredo Neves, aliado de Jango na época, leu mensagem oficial do presidente no Congresso Nacional indicando o paradeiro em Porto Alegre, diante da UDN golpista.

O Globo publicou a manchete mentirosa para desestimular qualquer resistência popular e militar, dando respaldo aos golpistas.

João Goulart, vendo-se isolado, com apoio apenas do III Exército do Rio Grande do Sul, em minoria no apoio militar, só no dia seguinte à manchete mentirosa, exilou-se.

Folha, Estadão e O Globo tem vergonha enrustida de suas páginas mentirosas em 1o. de Abril de 1964. Foi dificíl encontrar a capa de "O Globo" na internet. A capa da Folha e do Estadão não se encontra. Querem apagar o passado de mentiras e saudações à ditadura.

As mentiras que lhes interessam hoje, são outras.

O PIG junto com os legítimos herdeiros da ditadura, os Demos (ex-PFL, ex-ARENA, ex-UDN) e os tucanos, que aderiram mais tarde ao golpismo midiático para retomarem o poder, são a atual ditadura a ser combatida.

Com a Internet, a TV digital que abrirá mais canais, a TV pública e rádios comunitárias, haveremos de democratizar a informação no Brasil, e libertarmo-nos desta ditadura do PIG.

By Zé Augusto
"Construir um mecanismo que aumente a igualdade de oportunidades (programas de transferência de renda, como o Bolsa-Família) é fundamental para dar moralidade ao capitalismo." Por Delfin Netto