1.2.10

Programa Luz para Todos tira 11 milhões de pessoas da escuridão

Em maio de 2009, o Programa Luz para Todos atingiu a meta de levar energia elétrica gratuitamente a 2 milhões de famílias em todo o Brasil. Desde então, o programa do governo federal, criado em 2003, continuou a beneficiar outras famílias do meio rural.

Hoje, o total de brasileiros que saíram da escuridão já chega a mais de 11,1 milhões de pessoas. Estima-se que as obras do programa geraram cerca de 335 mil empregos diretos e indiretos. Foram instalados 824 mil transformadores, 5,6 milhões de postes e 1,1 milhão de km de cabos elétricos - o equivalente a mais de 26 voltas ao redor da Terra. O programa beneficiou tanto o meio rural quanto as empresas e trabalhadores das grandes cidades.

Para o deputado Fernando Ferro (PT-PE), o Luz para Todos é um dos programas de inclusão social mais importantes do Governo Lula. "Desde que foi discutida a reformulação do setor elétrico, incluiu-se recursos para o setor que, como os dados provam, supriram a deficiência do País. O programa repercutiu fortemente na condição de vida de 85% da população rural que, graças ao Luz Para Todos, tiveram acesso a energia elétrica, obtiveram empregos, aqueceram a economia porque geraram mais aquisição de eletrodomésticos e, o mais importante, viram seus filhos nas escolas, já que milhares de colégios de pequenos municípios foram beneficiados. Sem sombra de dúvidas é um sucesso", disse.

De acordo com uma pesquisa realizada pelo Ministério de Minas e Energia (MME) no início de 2009, 79,3% das famílias atendidas pelo programa compraram televisão e 73,3% adquiriram geladeira. No total, foram comercializados 1,7 milhão de televisores e 1,6 milhão de geladeiras, além de liquidificadores, ventiladores, bomba d' água, entre outros.Outra constatação foi o aumento do número de pessoas que passaram a morar no campo depois que a eletricidade chegou.

Com o programa avançando pelo Brasil, o foco agora é atender comunidades isoladas da Amazônia e ilhas fluviais e marítimas.

www.ptnacamara.org.br

21.1.10

SUCESSO - BRASIL INAUGURA PRIMEIRA USINA DE ENERGIA DO MUNDO MOVIDA A ETANOL

Durante a inauguração da primeira turbina movida a álcool - combustível quase extinto pelos tucanos no Brasil, em uma usina térmica no mundo, o ministro Lobão elogiou a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff:

"Foi ela quem criou caminhos para a solução dos grandes problemas do País. Dedico a ela cumprimentos por tudo o que ela representa em matéria de organização do campo energético brasileiro", disse Lobão.

Já o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, apontou o pioneirismo da iniciativa em Juiz de Fora:

"Pela primeira vez temos uma hidrelétrica que vai gerar eletricidade usando o etanol. Este não é um passo trivial. A Petrobras e a GE vêm desenvolvendo esta ideia há alguns anos, mas agora temos testada esta tecnologia numa turbina em uma usina, que é a mesma turbina usada num avião 747", afirmou.

Via Blogs

11.1.10

Exemplo de Administração - BB aproveita feira de moda no Rio para apresentar portal de comércio exterior

O Banco do Brasil aproveitou a abertura da feira internacional de moda Fashion Rio, para apresentar seu novo portal de comércio exterior, o Brasil Web Trade, que ensina a visitantes e expositores o passo-a-passo de como negociar e exportar mercadorias.

O portal permite que micro e pequenas empresas realizem operações de exportação no valor de até R$ 50 mil (valor máximo das exportações na modalidade Declaração Simplificada de Exportação – DSE) pela internet. Basta o exportador se cadastrar no BB para usar o portal e nele incluir a descrição e fotos do produto.

O Brasil Web Trade funciona como uma loja virtual, na qual as importações podem ser pagas de maneira simplificada, com cartão de crédito ou por ordem de pagamento. O BB é o custodiante (garantidor) do documento, e só entrega o dinheiro ao exportador depois que o importador recebe a mercadoria.

Para o transporte das encomendas, o BB firmou acordos com a Fedex e com os Correios. A Fedex cobra 50% a menos do que cobraria para uma operação comum, e os Correios também têm preço diferenciado. O tempo de entrega varia de dois a quatro dias, em qualquer lugar do mundo.

O portal de comércio eletrônico do BB já conta com mais de 11 mil empresas, exportadoras e importadoras, cadastradas. Todas habilitadas a realizar transações que envolvem produtos brasileiros variados, como confecções, material esportivo, artesanato, bijuterias e aparelhos médicos.

Por Stênio Ribeiro

28.12.09

Uma Revolução Orgânica - Para ganhar mercado, é preciso derrubar mitos como o do preço mais alto

A engenheira agrônoma Lúcia Helena Almeida, da Associação de Agricultores Biológicos do Rio de Janeiro (Abio) – uma das instituições certificadoras de produtos orgânicos mais antigas do país e com atuação em vários estados –, afirma que que não existe tradição de organização entre os agricultores fluminenses e que, por isso eles acabam nas mãos de intermediários, o que encarece a produção.

“Mas nem sempre o intermediário é o vilão; muitas vezes é o parceiro que embala e transporta o produto, e até criando sua embalagem – o que o produtor não faz”, ressalva.

Parcela crescente da produção orgânica chega às prateleiras de supermercados graças a um esforço empresarial de sucesso, mas também se presta à manutenção do mito “produto orgânico é caro”. Praticamente todas as pessoas ouvidas pela reportagem da Agência Brasil disseram que é um mito que interessa ao comércio convencional para aumentar o preço de uma mercadoria que não custa necessariamente mais para ele.

“Os produtos orgânicos enfrentam também um problema sério de logística, da saída do produtor até a chegada ao mercado. Como não têm aditivos, agrotóxicos, conservantes e, no caso dos animais, hormônios, não têm nem aquela aparência artificial, nem a resistência, também artificial”, explica o porta-voz da Feira da Glória, Renato Martelleto.

A realidade da produção orgânica do estado do Rio de Janeiro é frágil como a de outros mercados, com exceção de centros mais organizados, como o Paraná. Ainda assim, incentivados pelas instâncias governamentais e instituições privadas, produtores orgânicos buscam uma relação econômica mais adulta e madura. Afinal, segundo estimativas da Fundação Agricultura e Ecologia da Alemanha, o mercado brasileiro movimenta em torno de US$ 200 milhões por ano com orgânicos, também responsáveis pelo ingresso de US$ 30 milhões anuais em exportações.

A expansão desse mercado despertou a atenção das autoridades federais há mais de uma década, e desde então tem havido esforços para o desenvolvimento mais acelerado do setor. Historicamente, a produção de orgânicos no Brasil está concentrada em pequenas propriedades no cinturão verde dos centros de consumo, muitas, de uns tempos para cá, rotuladas como de agricultura familiar, o que facilita o acesso a linhas de créditos e benefícios próprios.

Verduras, legumes, carnes e demais orgânicos produzidos em tais propriedade são comercializados em feiras nas imediações, a preços competitivos com os dos produtos convencionais disponíveis no comércio formal da região, sobretudo hortaliças rapidamente perecíveis. Essa realidade é determinante para a derrubada do mito sustentado tacitamente pelo comércio convencional.

“Não somos um nicho de mercado e, por isso, vamos lutar pela universalização do consumo de orgânicos”, afirma o chefe da Coordenação de Agroecologia do Ministério da Agricultura, Rogério Dias. Ele faz questão de desfazer o caráter artesanal que a maior parte do público consumidor atribui aos orgânicos: “Agricultura orgânica é muito mais tecnológica do que a convencional.”

Para o leigo, que pode achar estranha ou curiosa a afirmação, o agrônomo lembra que a agricultura convencional emprega agrotóxicos, conservantes, estabilizantes e outras substâncias químicas de baixo custo relativo, enquanto a orgânica requer busca incessante de tecnologias naturais alternativas para livrar seus produtos das pragas, doenças e outros prejuízos.

Segundo Hélder Carvalho, representante de vinhos, azeites e vinagres orgânicos em feiras cariocas, para prevenir e combater insetos que atacam as plantações,os agricultores recorrem a gansos e galinhas d'angola, que se alimentam deles. Ele ressalta que as galinhas d'angola “comem [os insetos] mas não ciscam e, por isso, não desenterram as sementes e plantas das covas”.

“Outros cuidados bem característicos do cultivo de orgânicos são os saquinhos de papel envolvendo as frutas ainda no pé”, acrescenta, citando goiabas e figos como frutas protegidas de pássaros e morcegos. “Isso pode encarecer os produtos, em comparação com os convencionais, mas não chega a ser uma diferença alarmante. Quem procura qualidade e sabor natural, prefere o produto orgânico. Até o café orgânico tem outro gosto.”

Na questão do paladar, uma das maiores defensoras dos produtos orgânicos é Maria Beatriz Dal Ponte, gerente do Centro de Gastronomia do Serviço Nacional da Aprendizagem Comercial (Senac) do Rio de Janeiro. Formada em letras e pós-graduada em administração, ela começou a se interessar pelos orgânicos há nove anos, tendo criado os três filhos com a produção da chácara familiar, em Caxias do Sul, Rio Grande do Sul.

“As pessoas se equivocam na leitura da realidade. É preciso respeitar o ciclo da natureza. A produção e o consumo de orgânicos são o resgate de uma prática antiga da história da humanidade. E hoje os orgânicos são usados pelos chefs no mundo inteiro, o que mostra a tendência de ver a questão como de saúde, e não como coisa de alguma seita”, enfatiza Beatriz. Ela destaca ainda o mito da difícil aceitação, com a autoridade de quem abriu uma escola de gastronomia no Sul com a chancela do Instituto de Culinária Italiana para Estrangeiros.

Psicóloga e educadora, Míriam Langenbach, pratica desde 2001, no Rio de Janeiro e em algumas cidades vizinhas, o associativismo para a compra de produtos orgânicos. Na rede ecológica dirigida em colegiado por cerca de 30 pessoas, há 200 consumidores inscritos para receber em seu bairro produtos encomendados semanal ou quinzenalmente, dependendo do tamanho do grupo.

“É uma maneira prática e fácil de manter a alimentação sem precisar pesquisar e procurar aqui e ali. Nós fazemos as compras e entregamos em espaços públicos nos bairros, em dia e hora combinados. Pode ser por semana, ou por quinzena. Atendemos de Santa Teresa [bairro da capital fluminense] a Seropédica e Niterói [municípios do estado do Rio] ”, disse Míriam, que mantém na rede um nível básico de profissionalismo para encomendas, entregas e administração financeira. “Na base do voluntariado só, não dá.”

Em outra vertente, Fábio Seixas Guimarães também defende a produção orgânica e mais ainda: o aproveitamento integral dos alimentos. Na organização não governamental (ONG) Comendo de Tudo... um Pouco, ele propõe receitas que incluem cascas de ovos e de banana, talos de couve, folhas de couve-flor e de brócolis e outras habitualmente desprezadas pela culinária convencional.

“É preciso fazer a junção do orgânico com o aproveitamento integral. Afinal, não podemos defender o uso culinário da casca de banana cultivada com agrotóxico, não é mesmo?”, pergunta Fábio, cuja ONG distribui kits sobre aproveitamento integral em escolas, associações, clubes e outros lugares do Rio.

Por Luiz Augusto Gollo

19.12.09

Sucesso - Programa Minha Casa, Minha Vida já fechou 220 mil contratos para construção de moradias

Cerca de 220 mil contratos já foram assinados no programa Minha Casa, Minha Vida, do governo federal, para a aquisição da casa própria por famílias com renda de até dez salários mínimos, disse hoje (18) o ministro das Cidades, Márcio Fortes.

Segundo o ministro, a maior parte dos contratos, 132 mil moradias, beneficia as famílias com renda de até três salários mínimos.

“É uma grande surpresa para muitos. Todo mundo achava que as empresas [de construção] só iam querer construir para famílias com renda entre seis e dez salários mínimos”, disse. Na faixa de três a seis salários mínimos, foram assinados 71 mil contratos. Entre seis e dez salários mínimos, apenas 17 mil.

O ministro também voltou a afirmar que, para solucionar o problema de saneamento básico no Brasil, são necessários investimentos de R$ 268 bilhões. Com os R$ 38 bilhões que já estão sendo investidos pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), ainda faltam R$ 230 bilhões.

Para Fortes, se for feito um investimento de R$ 10 bilhões por ano, será possível universalizar o saneamento básico no Brasil no prazo de dez anos.

Por Vitor Abdala

14.12.09

Vice-presidente do BB diz que banco quer ter uma agência em cada município do país

O Banco do Brasil estuda a forma de criar uma agência bancária em cada um dos municípios do país, segundo afirmou hoje (14) o vice-presidente de Varejo e Distribuição, Alexandre Abreu.

“A nossa meta é encontrar uma forma [de ter uma agência em cada município] e estamos próximos disso, ou seja, abrir efetivamente uma agência do banco, eventualmente um pouco menor, com alguma tecnologia nova. E não é uma meta para muito longe. É que não fechamos ainda internamente a data em que isso vai acontecer”, disse Abreu, à Agência Brasil.

Hoje, às 16h, o banco inaugura a agência de número de 5.000, localizada no Jardim Ingá, bairro do município de Luziânia (GO), com 100 mil habitantes.

Atualmente, a instituição pública está presente em 3.519 municípios do país de um total de 5.565.

Somados os postos de atendimento bancário e eletrônico, o banco conta com 17.859 pontos no país.

Neste ano, segundo o BB, foram abertas 80 agências e está prevista a inauguração de 20 até o fim deste mês. Para 2010, já estão aprovadas 180 novas agências.

Segundo Abreu, é uma estratégia do banco atender ao que chama de mercado emergente, que são os clientes que ganham até R$ 1 mil por mês.

“São pessoas que estão ascendendo na sociedade e estão ávidas por consumo, inclusive de produtos bancários”, destacou Abreu.

Segundo ele, dos 53 milhões de clientes do banco, entre correntistas, aplicadores em poupança e até quem recebe benefícios previdenciários, 24,5 milhões estão nessa faixa de renda.

“O que o banco faz é encontrar o produto adequado, como seguro de vida de custo baixo, conta específica simplificada. Mas isso só não basta. Uma das estratégias é a gente encontrar formas de colocar agências – presença física onde eles estão”, afirmou.

Abreu lembra que a abertura de agências é estimulada pela concorrência entre os bancos. “A concorrência aumenta, mas nos sentimos muito bem. Somos indutores. Isso é bom para o país”, argumenta.

Segundo o vice-presidente, o BB sempre cresceu, ampliando o número de agências e agora atua também na aquisição e incorporação de outros bancos, estratégia que já adotada por instituições privadas.

“O banco está sempre crescendo organicamente, presente nos rincões no país e os bancos privados cresceram através de aquisições. Para o Banco do Brasil é novidade [fazer aquisições ou incorporações]”.

Abreu complementa lembrando que agora os bancos privados estão experimentando a estratégia do Banco do Brasil de ampliar presença em pontos de atendimento. “E nós experimentando a dos bancos privados. São estratégias válidas”.

Por Kelly Oliveira

6.12.09

Brasil promoverá encontro sobre biocombustíveis em Copenhague

O diretor do Departamento de Energia do Ministério das Relações Exteriores, ministro André Aranha Corrêa do Lago, fala hoje (4), às 15h30, no Itamaraty, sobre o seminário de biocombustíveis que o governo brasileiro promoverá em Copenhague (Dinamarca) no segundo dia da 15ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças do Clima (COP-15), que começa segunda-feira (7).


Chamado de The Contribution of Biofuels to Climate Change Mitigation, o encontro reunirá especialistas e cientistas nacionais e estrangeiros. O objetivo é esclarecer os negociadores da COP-15 sobre questões referentes à utilização da bionergia como fonte energética de baixa emissão de gases causadores de efeito estufa.

C/A

30.11.09

ESCÃNDALO EM BRASÍLIA - PARA DEMOS CONTRIBUIR COM A JUSTIÇA É VILANIA

Apesar do inquérito do STJ provar mensalão para os parlamentares da base aliada, com distribuição de valores entre membros do governo do DF.

Os Demos acusados emitram Nota onde se dissem "perplexos" pelas denúncias contra eles, sendo mais vilão quem denúncia do que um vilão de alguém que colaborava com eles.

"Vimos externar à população do Distrito Federal nossa indignação pela trama de que estamos sendo vítimas, engendrada por adversários políticos", reflete a intenção de polítizarem o que todos os brasileiros viram.

E apesar ainda do farto material investigativo comprovando, "Repelimos os açodados juízos que, muito mais que atingir o princípio constitucional da presunção de inocência, colocam em risco a soberania da verdade democrática", que para eles não é aquela que vimos e ouvimos.

Com Blogs

18.11.09

Relações Internacionais - Governo do Irã é surpreendido com a hipótese de Petrobras suspender atividades em território iraniano

A possibilidade de a Petrobras encerrar as atividades no Irã pegou o governo iraniano de surpresa a menos de uma semana da visita do presidente Mahmoud Ahmadinejad ao Brasil. Em entrevista hoje (17) à Agência Brasil, o embaixador do Irã em Brasília, Mohsen Shaterzadeh, afirmou desconhecer esta hipótese e não acredita que o Brasil se submeteria a pressões internacionais optando pelo fim dos projetos na Região Sul iraniana.

“Para nós, o Brasil é um país forte e independente. Achamos que nenhum outro país influenciará o governo brasileiro. O Irã é o coração energético do mundo. Temos recursos energéticos para, pelo menos, mais 150 anos”, afirmou Shaterzadeh. “O escritório da Petrobras no Oriente Médio está instalado no sul do Irã. Temos muitos projetos de trabalho juntos.”

Ontem (16), o diretor internacional da Petrobras, Jorge Zelada, afirmou que a empresa analisa a hipótese de encerrar suas atividades no Irã depois da perfuração de dois poços no país. De acordo com informações de especialistas da empresa, as atividades no Irã seriam subcomerciais e as concessões estão sendo devolvidas ao governo iraniano.

No entanto, especialistas afirmam que a motivação para o fim da parceria seria a pressão do governo dos Estados Unidos, que submetem o Irã a embargos e por esta razão atuam para que a empresa brasileira encerre suas atividades. Shaterzadeh demonstrou surpresa com a possibilidade e relacionou a importância econômica do Irã no setor de petróleo, energia e petroquímica.

O embaixador do Irã no Brasil afirmou que a maior indústria de gás está no Irã. Segundo ele, há dez refinarias em funcionamento em seu país, mais 40 projetos em desenvolvimento na área de petroquímica e vários outros em prospecção de petróleo.

Questionado se temia a pressão externa sobre investimentos brasileiros no Irã, Shaterzadeh foi objetivo: “Nós acreditamos que esta pressão dos Estados Unidos não afetará esses projetos [em desenvolvimento por brasileiros no Irã]”.

No fim de semana, Ahmadinejad desembarca em Brasília com uma comitiva de 300 pessoas, na maioria de empresários. São executivos que atuam nas mais diferentes áreas, como mineração, agricultura, agronegócios e pesquisas. A visita do iraniano gera críticas e ocorre uma semana depois de o presidente de Israel, Shimon Peres, ter estado no Brasil.

Por Renata Giraldi e Ivanir José Bortot

13.11.09

Quem disse que dinheiro não dá em árvore?

Petrobras vai orientar agricultores sobre produção de oleaginosas para biodiesel


Um total de 12.600 agricultores familiares de 85 municípios de Minas Gerais vão receber orientação da Petrobras para a produção de oleaginosas por meio de instituições como a Cooperativa da Região do Médio São Francisco (Copasf), a Cooperativa de Agricultores Familiares e Agroextrativistas Grande Sertão e a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater).

Para isso, a Petrobras Biocombustível assinou nessa quinta-feira (12), em Montes Claros (MG), cinco contratos para prestação de assistência técnica agrícola. A iniciativa faz parte das ações do programa de suprimento de matéria-prima para a produção de biodiesel nas usinas da empresa. A prestação de assistência técnica é uma das obrigações das produtoras de biodiesel conforme a Instrução Normativa nº 01 de 2009, do Ministério do Desenvolvimento Agrário, que dispõe sobre a concessão, manutenção e uso do Selo Combustível Social.

Segundo nota divulgada ontem (12) à noite pela Petrobras, a cerimônia de assinatura dos contratos encerrou as atividades do Seminário de Assistência Técnica Agrícola, voltado para a capacitação de 128 profissionais das entidades parceiras que orientarão os agricultores familiares no plantio de mamona, girassol e soja, e na coleta da macaúba.

Também ontem, a Petrobras anunciou que suas três usinas de produção de biodiesel tiveram a capacidade de produção aumentada dos atuais 57 milhões para 108 milhões de litros do produto cada uma, com um incremento de 90% sobre a capacidade atual.

Com o aumento da produção, as usinas de Candeias, na Bahia, Quixadá, no Ceará, e Montes Claros, em Minas Gerais, elevarão a capacidade instalada da Petrobras Biocombustível para uma produção anual de 324 milhões de litros de biodiesel por ano.

Por meio da assessoria de imprensa da estatal, o diretor de Suprimento Agrícola da Petrobras Biocombustível, Jânio Rosa, informou que esse aumento de capacidade das usinas vai permitir a extensão do número de famílias beneficiadas pelo programa. “Para atender à nova capacidade de produção, deveremos comprar duas vezes mais oleaginosas na safra 2009/2010, em comparação com a safra deste ano. Isso representa aproximadamente 30 mil toneladas de grãos e uma área de 27 mil hectares de terra plantada.

Para Rosa, “a assinatura desses contratos significa que os técnicos agrícolas têm trabalho garantido por dois anos, renováveis por mais dois. As famílias atendidas pelo programa também têm garantia de compra da produção, com preço mínimo fixado para proporcionar um planejamento da produção”.

Por Nielmar de Oliveira

6.11.09

Funcionários da Vale no Canadá sustentam greve há 5 meses em defesa dos direitos

Cerca de 3,5 mil trabalhadores, dos 4,6 mil funcionários da Vale no Canadá permanecem em greve desde o dia 13 de julho. Os operários, das minas e refinarias da cidade de Sudbury, lutam contra mais de 200 demissões e a tentativa da Vale de alterar benefícios e aposentadorias garantidas aos trabalhadores no país.

Após comprar mais de 75% da mineradora de níquel Inco em 2006, a Vale anunciou, neste ano, o desejo de mudar o sistema canadense de participação nos lucros, que garante aos metalúrgicos um bônus de acordo com o preço do níquel.

Desde a aquisição da Inco, os trabalhadores receberam US$ 178 milhões em bônus sobre os lucros de US$ 4,1 bilhões obtidos pela Vale no Canadá, segundo cálculos do sindicato USW.

“A empresa quer se aproveitar da crise para extrair concessões e destruir o padrão de vida que conquistamos ao longo dos anos”, afirmou Myles Sullivan, membro do United Steel Worker (USW 6500), que representa os trabalhadores da Vale-Inco.

Durante o anuncio dos resultados do terceiro trimestre, a empresa informou que a paralisação custou até agora 209 milhões de dólares em despesas. A produção de níquel representa 14% do faturamento da Vale no trimestre.

Em uma manifestação em Sudbury, o presidente regional do USW, John Fera, responsabilizou o presidente da Vale, Roger Agnelli, pela tentativa de destruição dos direitos trabalhistas. “Aguentem firme, nós vamos pegá-los”, afirmou.

Os operários também discordam dos planos da Vale de terceirizar parte da produção da empresa. Questionam ainda a demissão de 250 trabalhadores e o direito ao seniority – aumento de benefícios proporcionais ao tempo de trabalho.

A Vale já anunciou que pretende cortar 900 postos de trabalho no mundo, sendo quase a metade deles no Canadá.

Os trabalhadores denunciam ainda que a Vale pretende alterar a forma de aposentadoria dos empregados. A empresa mantém uma dívida de US$ 725 milhões com os trabalhadores canadenses.

Eles reafirmaram sua vontade de defender os seus direitos e relembra-ram uma vitoriosa greve nas minas da Inco em Sudbury durante a década de 70 que durou nove meses.

Blogs c/ Agências

30.10.09

Funcionários da Funasa a bordo de avião desaparecido vacinariam índios de 40 aldeias

Após confirmar a presença de funcionários a bordo do avião que desapareceu ontem (29) entre o Acre e o Amazonas, a Fundação Nacional de Saúde (Funasa) informou que os passageiros foram designados pelo órgão para realizar um trabalho de imunização em índio de 40 aldeias da região. Ao todo, 3,7 mil indígenas do Vale do Javari receberiam as vacinas.

De acordo com a Funasa, a Operação Gota é resultado de uma parceria entre o Ministério da Saúde e o da Defesa, por intermédio do Comando da Aeronáutica. O objetivo é oferecer a populações de áreas rurais e indígenas de difícil acesso vacinas do calendário básico.

Sete aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB) realizam, neste momento, buscas pelo avião que desapareceu depois de ter partido de Cruzeiro do Sul, no Acre, com destino a Tabatinga, no sudoeste do Amazonas. O avião é um C-98 Caravan. A confirmação do desaparecimento foi feita pelo Comando da Aeronáutica.

Por Paula Laboissière

22.10.09

Economia Interna Forte - Comércio, indústria de alimentos e construção serão destaque em empregos no final do ano

O comércio atacadista e varejista, a indústria de alimentos e a construção civil deverão ser os setores que mais vão impulsionar o crescimento de empregos até o final do ano. A avaliação é do ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi. A previsão do ministério é que em 2009 sejam criados 1,1 milhão de empregos e em 2010, 2 milhões.

“Vamos chegar a mais de um milhão. Aos que me chamavam de otimista, eu errei. É mais do que eu imaginava. É mais de um milhão de empregos”, disse hoje (22) ao visitar, em São Paulo, uma feira de produtos populares, com preços a partir de R$ 1,99.

O ministro ressaltou que em 2010, ano em que ele prevê criação de 2 milhões de empregos, a indústria civil e indústria alimentícia devem se destacar. “Temos todos os preparativos para a Copa do Mundo de 2014 na área de infraestrutura urbana, na área de transporte, que vão crescer, e, consequentemente, a área de indústria. Mas, principalmente, vamos ter muito crescimento de produtos alimentícios”, disse.

Hoje, pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostrou que a taxa de desemprego nas seis principais regiões metropolitanas do país – Rio de Janeiro, São Paulo, Porto Alegre, Belo Horizonte, Salvador e Recife – ficou em 7,7% em setembro. O resultado é inferior ao registrado no mês anterior, quando a taxa havia sido de 8,1%, e representa o menor patamar desde dezembro do ano passado (6,8%). Já em relação ao mesmo período de 2008 (7,7%), o índice ficou estável.

Por Bruno Bocchini

16.10.09

Governadores da Amazônia Legal aprovam Carta de Macapá

Os governadores da Amazônia Legal decidiram desenvolver ações para incluir nos debates da 15ª Conferência do Clima (COP-15), que será realizada em dezembro, em Copenhague (Dinamarca), a redução de emissões provenientes de desflorestamento e degradação, como um mecanismo que compense o país financeiramente por isso. Essa é a principal das dez propostas da Carta de Macapá, aprovada hoje (16) durante o encerramento do 6º Fórum de Governadores da Amazônia Legal.

Para os governadores, os pagamentos por serviços ambientais são cruciais para o financiamento de investimentos em infraestrutura, ciência e tecnologia, capacitação e apoio à produção. Com isso, eles esperam promover a transição do atual modelo econômico regional para uma economia sustentável, de baixo carbono e alto conteúdo tecnológico.

“A comunidade amazônica tem se esforçado, mas temos consciência de que o Brasil tem uma dívida ambiental centenária com a região e que começa a mudar com as políticas públicas ambientais”, disse o governador do Amapá, Waldez Góes.

Segundo o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, que também participou do fórum, o governo federal e os governadores dos estados da Amazônia chegaram a um consenso sobre a necessidade de promover cada vez mais ações de preservação da Floresta Amazônica.

De acordo com Minc, os governos estão empenhados em mobilizar o Congresso Nacional para aprovar a decisão sobre a remuneração por serviços ambientais e a criação do Fundo Verde de Participação dos Estados (FPE Verde). “Selamos uma aliança entre o governo federal e os governos da Amazônia e vamos unidos e fortes para a COP-15, em Copenhague”, disse Minc.

Até 2020, o governo brasileiro quer reduzir em 80% o índice de desmatamento da Amazônia e diminuir de 20% a 40% as emissões de gás carbônico pelo país. O parâmetro para esses percentuais é uma atualização do inventário sobre emissões de gases de efeito estufa feito pelo Brasil em 2002, com base em dados de 1994.

“Queríamos levar o novo inventário que está sendo feito pelo Ministério de Ciência e Tecnologia, mas como ele não ficará pronto em tempo hábil, vamos contar com o documento de atualização, com estimativas de reduções feitas pelo Ministério do Meio Ambiente, para a reunião da Cop-15”, acrescentou Minc.

O ministro interino da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE), Daniel Vargas, acrescentou que a transição esperada pelos governadores da Amazônia já está em andamento. “Entendo que está em curso uma transição para um outro modelo ancorado em atividades econômicas intensivas, de alta tecnologia e valor agregado e que, com isso, acabe atribuindo mais valor à floresta em pé.”

Por Amanda Mota

7.10.09

Lula sanciona lei que institui regras para o sistema de defensoria pública

Ao sancionar lei que institui regras e organiza o sistema de defensoria pública no país, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse esperar que, com a nova lei, nenhum brasileiro seja condenado injustamente, já que o papel do defensor é atuar em prol da população que não tem condições de pagar por um advogado.

Na solenidade de sanção, o presidente lembrou que, ao perder o dedo mindinho da mão esquerda na época em que era torneiro mecânico, sentiu-se explorado quando um advogado lhe cobrou 20% da indenização que recebeu.

“Fico imaginando milhões de mulheres e homens neste país que, diante de um problema, não têm ninguém para defendê-los. E, às vezes, são condenados por bobagens porque também não têm ninguém para defendê-los”, afirmou Lula.

O presidente sugeriu a criação de um 0800, telefone gratuito, para as defensorias.

Por Carolina Pimentel

30.9.09

progresso - Banco do Brasil vai contratar mais 3 mil funcionários até o fim de 2010

Em negociação com o Comando Nacional dos Bancários para tratar de reivindicações específicas dos funcionários do Banco do Brasil, em greve há sete dias, o BB anunciou a contratação de 3 mil funcionários até fim do ano que vem e a criação de comitês de ética nos Estados para combater os eventuais casos de assédio moral e "outros desvios comportamentais".

A informação é do presidente da Contraf (Confederação Nacional dos Trabalhadores Financeiros), Carlos Cordeiro, depois de reunião realizada em São Paulo. Ele considerou como um "avanço importante" o banco ter aceitado uma antiga reivindicação dos funcionários de implementação de uma política efetiva de combate ao assédio moral na instituição.

Cordeiro disse ainda que a direção do BB propôs a manutenção do modelo vigente de participação nos lucros e resultados (PLR) e condicionou a discussão de outras reivindicações, como o aumento real de salário e melhores condições de trabalho, ao resultado da negociação entre o Comando Nacional dos Bancários e a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos), que está agendada para as 10 horas desta quinta-feira, em São Paulo.

Carlos Cordeiro afirmou que, apesar dos avanços na mesa de negociações com o BB, ainda restam muitas questões sem respostas da empresa. Por isso, segundo ele, a categoria precisa se manter mobilizada, e o mesmo deve acontecer com os colegas da Caixa Econômica Federal, cuja diretoria receberá o Comando Nacional dos Bancários, às 15 horas de amanhã, para uma rodada de negociações específicas.

Balanço

Nesta quarta-feira, sétimo dia da greve, 6.826 agências foram paralisadas nos 27 Estados e no Distrito Federal. O número, segundo a Contraf, representa um crescimento de 6,7% em relação à terça-feira e de 137% comparado com o primeiro dia, quando 2.881 agências foram fechadas em todo o país.

21.9.09

Certos de que um tucano não ganhará em 2010, brasileiro está investindo mais no seu futuro

O potencial de geração de renda familiar, que engloba a inserção produtiva e o nível educacional dos membros de uma família e o uso de tecnologia de informação, subiu 28% entre os anos de 2003 e 2008, enquanto o potencial de consumo, no mesmo período, aumentou 14,98%.

A constatação faz parte de um estudo divulgado hoje (21) pela Fundação Getulio Vargas (FGV), com base nos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), divulgada na semana passada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com o economista da FGV, Marcelo Néri, responsável pelo estudo, os números revelam que o brasileiro pode estar investindo mais no futuro, em vez de apenas gastar seus recursos com consumo.

“Talvez isso reflita o fato de que o brasileiro está se tornando mais formiga e menos cigarra. A década de 90 foi o império do consumidor e o inferno do produtor, mas foi uma década em que se plantou coisas. O brasileiro colocou as crianças na escola, investiu em educação dos chefes de família e isso permitiu que ele colhesse esses resultados favoráveis hoje”, disse.

Néri destacou, ainda, que esse cenário construído ao longo dos últimos anos foi importante para ajudar o país a sair mais rapidamente da crise financeira internacional e garantir a sustentabilidade das conquistas. “Nos últimos 15 anos, o brasileiro conquistou muita coisa, inclusive a tecnologia de como conviver com a crise, investindo em educação".

C/A

17.9.09

Competência - Brasil gera 242 mil empregos formais e tem melhor resultado para agosto em 17 anos

A economia brasileira abriu 242.126 postos de trabalho com carteira assinada em agosto, no melhor desempenho mensal deste ano e na melhor leitura para o mês desde o início da série histórica iniciada em 1992.

O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) de agosto registrou a criação de 242.126 empregos formais, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (16) pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Esse saldo líquido positivo é resultado de 1,457 milhão de contratações e 1,215 milhão de demissões.O saldo líquido representa um crescimento de 0,75% em relação ao estoque de empregos de julho. Em julho, foram criados 138.402 empregos.

Os dados da Caged superaram as expectativas do próprio presidente Lula que na última segunda-feira (14) estimou que a geração de empregos com carteira assinada em agosto bateria recorde com mais de 150 mil postos.

De janeiro a agosto, foram criados 680.034 postos de trabalho e, nos últimos 12 meses, 328.509 vagas. De janeiro a agosto, a geração de vagas teve crescimento de 2,13% em relação ao estoque de postos de dezembro do ano passado.

O destaque do mês é a recuperação da indústria, onde a criação líquida de postos nesse segmento somou 66.564 - também o melhor resultado do ano para a indústria.

O setor de Serviços continua a liderar a geração líquida de postos de trabalho, com 85.568 vagas no mês. Seguem-se Comércio, com 56.813, e Construção Civil, com 39.957.

O último resultado do Caged registrou a criação de 138.402 vagas formais em julho de 2009, o melhor saldo registrado no ano e o quarto maior da série histórica, segundo dados do cadastro.

Via |REDE|BLOGO|

5.9.09

PRÉ-SAL: Agora vamos ver quem defende o Brasil ou os oligopólios imperialistas!

O debate sobre as regras de exploração das reservas petrolíferas do pré-sal serão uma boa oportunidade para desmascarar os inimigos da nação, os servos do imperialismo, seus satélites e aliados fâmulos. Pela primeira vez arrastamos os "cabeças de planilha" do PSDB para um debate sobre o Brasil e o seu futuro. Vai ser no processo de tramitação na Câmara e no Senado que aparecerão a tecnocracia tucana - seus aliados de direita e da "esquerda" - querendo de alguma forma alienar a riqueza nacional em proveito dos oligopólios transnacionais. A 'cara de pau' desses traidores será exposta para todos verem, pois a grande mídia vai ecoar suas palavras ásperas e raivosas contra a soberania nacional.

De fato o pré-sal vai trazer alguns prejuízos. Não para a nação ou para o povo, mas justamente para os setores neoliberais, financistas e as mentes colonizadas pelo imperialismo. O PSDB, O DEM e o PPS jé são, a rigor, os maiores derrotados, pois sempre foram favoráveis a privatização da Petrobrás. Os 'exterminadores do futuro' sempre quiseram vander o Brasil por trinta dinheiros. O senador Álvaro Dias, tucano do Paraná, livre de todos os escrúpulos, admitiu "estar atrás de uma empresa americana do setor petrolífero para juntar munição contra a Petrobras". E ainda há aqueles setores que se dizem 'esquerda', mas que a qualquer movimento da direita são os primeiros a levantar bandeiras contra a nação e o povo - como é o caso do PSOL.

Preparemo-nos ! A partir de agora - em que pese a diferença de pensamento entre diversos setores progressistas, nacionalistas e de esquerda - a política vai se dividir, nos próximos noventa dias, entre dois partidos: os que defendem o Brasil para os brasileiros e os traídores da pátria, quem defende o Brasil para as potências estrangeiras pilharem e saquearem.

Façam sua escolha. Eu já tenho a minha!

Por Cristiano Capovilla

30.8.09

Lula está reunido com governadores para discutir royalties do pré-sal

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva já está reunido com os governadores do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), do Espírito Santo, Paulo Hartung (PMDB) e de São Paulo, José Serra (PSDB), para discutir a distribuição dos royalties com a exploração de petróleo da camada do pré-sal.

Na tarde de hoje (30), o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, informou que Lula tomará a decisão sobre o assunto durante o jantar com os governadores no Palácio da Alvorada.

Pela Constituição, estados e municípios próximos aos campos são beneficiados por serem afetados pela exploração do petróleo, que demanda mais investimentos em infraestrutura e traz danos ambientais. O Rio de Janeiro, o Espírito Santo e São Paulo concentram as maiores reservas de petróleo da camada pré-sal e os governadores têm criticado a proposta do governo de partilha dos royalties.

Atualmente, 50% dos royalties e participações especiais vão para a União. Os estados produtores ficam com 40% e os municípios com 10%. Mas o governo propõe mudanças nesses percentuais. O argumento dos três estados é de que irão perder arrecadação com o novo modelo.

A Secretaria de Desenvolvimento do governo do Rio prevê perda de R$ 7,2 bilhões a R$ 14 bilhões por ano em impostos se forem seguidas as regras sugeridas pelo governo federal para o pré-sal.

Por Carolina Pimentel

22.8.09

revolução Midiática - Conteúdo Nacional Garantido

Um dos principais pontos do substitutivo do deputado Vital do Rêgo Filho (PMDB-PB) ao PL 29, cujos destaques serão apreciados na próxima semana (...) é o que trata da questão do conteúdo nacional.

Se aprovado nos termos propostos pelo relator Vital do Rêgo, os pacotes oferecidos pelas teles passarão a veicular pelo menos 3,5 h de conteúdo brasileiro por dia e terão um canal direcionado exclusivamente à exibição da programação nacional. Além disso, 12h poderão ser destinadas a obras de produtores brasileiros independentes.

O texto também prevê um canal de jornalismo, além dos canais de TV aberta. E um detalhe: pacotes que oferecerem um canal jornalístico, deverão ofertar outro não coligado. Este terá sua grade elaborada por programadora brasileira ou por outorgada do serviço de radiodifusão de sons e imagens que exiba conteúdos jornalísticos no horário nobre.

Já a publicidade não poderá exceder a 12,5% da programação diária de cada canal. E a ANCINE também poderá fixar limites menores para canais direcionados ao público infanto-juvenil.

O fomento ao conteúdo brasileiro também foi mantido nos mesmos limites aprovados na CDEIC - por meio do remanejamento de 10% do Fundo de Fiscalização das Telecomunicações (FISTEL), com a particularidade de que agora 15% do total desses recursos serão direcionados para produtores das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

Por ZD

18.8.09

Anvisa publica relação de produtos que poderão ser vendidos em farmácias

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a relação de produtos que podem ser vendidos em farmácias e drogarias. As farmácias que funcionam dentro dos hospitais ou de qualquer outro estabelecimento de saúde terão legislação específica. A Instrução Normativa está publicada na edição de hoje (18) do Diário Oficial da União.

De acordo com a norma, fica liberada a comercialização de medicamentos, plantas medicinais, drogas vegetais, cosméticos, perfumes, produtos de higiene pessoal, produtos médicos e para diagnóstico in vitro. As plantas medicinais serão privativas de farmácias comuns e fitoterápicas, observados o acondicionamento adequado e a classificação botânica. Entre os produtos permitidos estão os que podem ser usados sem risco por leigos em ambientes domésticos, conforme especificação definida pela Anvisa.

Entre os produtos para diagnóstico in vitro, fica permitida a comercialização apenas dos produtos para autoteste.

A venda de mamadeiras, chupetas, lixas de unha, alicates, pentes, escovas, toucas para banho, brincos estéreis – desde que o estabelecimento fure a orelha também – está liberada. É proibido o comércio de piercings e brincos comuns.

A comercialização de essências florais, empregadas na floralterapia, só será permitida em farmácias. É vedado o comércio de lentes de grau, exceto quando não houver no município estabelecimento específico para esse fim, de acordo com legislação vigente.

Os alimentos para dietas com restrições de nutrientes continuam permitidos. Caso o estabelecimento farmacêutico opte pela comercialização de alimentos destinados a pacientes com diabetes, esses produtos terão de ficar em local destinado unicamente a eles, de maneira destacada de outros produtos e alimentos.

Fica permitida a venda dos suplementos vitamínicos ou minerais regularizados. Continuam permitidos os chás, o mel, a própolis e a geléia real.

Os estabelecimentos terão prazo de seis meses para se adaptar. O descumprimento das disposições contidas nessa instrução normativa constitui infração sanitária.

Por Christina Machado

10.8.09

Partidos da América Latina e da Ásia discutem nova ordem mundial

O primeiro Encontro Bicontinental “O papel dos partidos políticos para garantir uma ordem internacional justa” aconteceu em Buenos Aires, nos dias 30 e 31 de julho. Participaram representantes das mesas executivas da Copppal (Conferência Permanente de Partidos Políticos da América Latina) e da Icapp (Conferência Internacional de Partidos Políticos Asiáticos). Jorge Coelho, vice-presidente do PT, representou o partido neste Encontro.
Desta reunião, resultou uma resolução solicitando a restituição do governo democrático em Honduras e outra apoiando a demanda argentina de soberania sobre as Malvinas.
O presidente da Copppal, Antonio Cafiero, destacou que “estes encontros são fundamentais porque, apesar de nossos continentes representarem 50% da superfície total do planeta, 68,5% da população mundial e 53% do PBI mundial, não se reconhece este potencial para a tomada de decisões”.
O encontro tratou de temas políticos, econômicos e de relações internacionais e se consensuou que esta proposta de integração birregional é imprescindível para encarar o desafio de alcançar acordos, sustentados na valorização de cada povo, de suas singularidades, da riqueza de suas experiências culturais, religiosas, sociais e políticas. Copppal e Icapp convergem na expectativa de que estes vínculos contribuam para gerar uma ordem internacional mais justa e equitativa, fomentar uma melhor distribuição da riqueza e eliminar a pobreza e a exclusão.
Pela América Latina e Caribe, houve representantes dos seguintes países: Argentina, Brasil, Chile, Cuba, Colômbia, Equador, El Salvador, México, Aruba, Peru, Curaçao, República Dominicana e Venezuela. Da Ásia, vieram representantes de: China, Vietnã, Rússia, Japão, Coréia do Sul, Cazaquistão, Índia, Camboja, Nepal, Malásia, Bangladesh, Filipinas, Paquistão e Irã. O II Encontro será na Asia em 2011.

C/A

2.8.09

Blog Soldado no Front faz enquete: Em 2010 você votaria no candidato tucano, apoiado por FhC ?


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Do Blog

26.7.09

Sucesso - Caixa ultrapassa R$ 100 bilhões na poupança

De nada adiantou a campanha terrorista contra a poupança, perpetrada por Raul Jungmann e Roberto Freire do PPS.

A Caixa Econômica Federal registrou R$ 101 bilhões no saldo na caderneta de poupança em 16 de julho, informou hoje (23) a instituição financeira à Agencia Brasil. O valor representa um crescimento de 19,67% em relação ao mesmo período do ano passado, quando chegou a R$ 84,4 bilhões.

Segundo a Caixa, a captação líquida positiva (saldo de depósitos menos retiradas) da instituição neste ano foi de R$ 5,2 bilhões. Desse total, 60,41% são de clientes com renda de até dois salários mínimos.

A poupança é uma fonte de recursos para habitação no país. Somente com recursos da carteira de poupança, a Caixa já emprestou neste ano R$ 10,46 bilhões, dentro da modalidade Carta de Crédito SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo). O montante foi o suficiente para atender mais de 239 mil famílias.

De acordo com o banco, de janeiro até a primeira quinzena de julho, foram abertas 1,8 milhão de novas cadernetas, passando para 37,9 milhões de contas. A Caixa abre em média 300 mil contas por mês.

Por: Zé Augusto

14.7.09

Brasil continuará de todos - Lula reafirma que elegerá sucessor em 2010

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva retomou hoje com força total a intenção fr eleger seu candidato ao Palácio do Planalto. Em visita a Alagoas, acompanhado da ministra Dilma, o presidente disse que vai eleger sua "sucessora". "Está chegando o ano eleitoral. E eu não posso falar de eleição. Mas eu só vou dizer uma coisa para vocês. Pode escrever. Eu vou fazer, vou ajudar a eleger a minha sucessora", disse Lula, ao discursar na cerimônia de inauguração de uma adutora em Palmeira dos Índios, no interior do Estado. Após uma longa pausa para aplausos, o presidente emendou: "Ou sucessor".

A obra inaugurada hoje faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), coordenado por Dilma, e teve contrapartida do governo alagoano. Ao iniciar o discurso, ao lado do governador tucano Teotonio Vilela Filho, Lula havia dito justamente que a parceria servia de prova de que o objetivo não era buscar votos. "O que aconteceu aqui é que nós não estamos pensando em 2010", disse Lula, que foi exaustivamente elogiado pelo tucano em seu próprio discurso.

Ao final da fala, o presidente voltou a citar a disputa eleitoral, "Na época das eleições, pobre tem um valor incomensurável. A coisa mais habitual em época de eleição é a gente ver candidato xingar banqueiro, xingar grande empresário, xingar usineiro. E o povo é maravilhoso. Passadas as eleições, o povo nunca mais é chamado para nada", disse Lula.

Ao exaltar sua preocupação com o Nordeste, Lula destacou que, em decorrência das dificuldades da região, é justamente ali que está a maioria dos beneficiários da Bolsa-Família. "Muita gente, quando nós criamos o Bolsa-Família, falou que era esmola. Mas quem fala que é esmola normalmente é gente que não precisa do Bolsa-Família".

Dilma, que discursou antes de Lula, disse que "Precisou outro nordestino chegar à Presidência do Brasil para que a vida difícil desse povo começasse a mudar".

C/A

9.7.09

Reconhecimento Mundial - Presidente compartilha prêmio com brasileiros

O presidente Lula é o primeiro sul-americano a receber o Félix Houphouët-Boigny pela Busca da Paz (...) prêmio que lhe foi entregue ontem em Paris. Mas a imprensa recusa-se a reconhecer mais essa evidência.

Sequer dignou-se a registrar as declarações-justificativas do ex-presidente de Portugal, Mário Soares - integrante do júri da UNESCO - para a premiação ao presidente brasileiro: ele foi escolhido “por suas ações em busca da paz, do diálogo, da democracia, da justiça social e da igualdade de direitos, assim como por sua valiosa contribuição para a erradicação da pobreza e a proteção dos direitos das minorias”.

Tampouco registram que nessa galeria de contemplados com o Félix Houphouët-Boigny o presidente Lula está ao lado de personalidades como os ex-presidentes Nelson Mandela (África do Sul) e Jimmy Carter (EUA), o atual presidente de Israel, Shimon Peres, o ex-primeiro-ministro de Israel, Yitzhak Rabin, o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Yasser Arafat, e o ex-presidente finlandês Martti Ahtisaari. Todas essas personalidades foram também contempladas com o Prêmio Nobel da Paz.

Não surpreende, e é claro que se sabe, que a mídia não vai falar sobre o reconhecimento mundial ao papel político e histórico desempenhado pelo presidente Lula. Importante, no entanto, é que ele sabe que o povo o apóia.

É por isso que, em mais uma prova de sua humildade e espírito democrático, o presidente, no ato da premiação, dividiu a comenda com todos os brasileiros: "recebo este prêmio não tanto como uma homenagem à minha história pessoal, sindical e política, e mais como um reconhecimento das conquistas recentes do povo brasileiro".

Por ZD

4.7.09

Lula inaugura a ligação de número 2 milhões do programa Luz para Todos

O presidente Lula e o governador Roberto Requião inauguraram na segunda-feira (22) a ligação de número 2 milhões do programa Luz para Todos, que atingiu sua meta inicial de levar energia elétrica a aproximadamente dez milhões de pessoas na área rural do país. A cerimônia foi no assentamento Robson de Souza Vieira, no município de Congonhinhas, Norte Pioneiro do Paraná.

Criado em 2004, com a meta de beneficiar dez milhões de pessoas até 2010, o programa já propiciou o retorno de 96 mil famílias – ou 500 mil pessoas – para a área rural. “Elas viram que, com a energia elétrica, poderiam voltar para o campo para produzir e usar a tecnologia na produção”, afirmou Lula. Dessas pessoas, 35,8% aumentaram sua renda, 34% melhoraram as oportunidades de trabalho e 41,1% voltaram a estudar à noite.

Além disso, 78,5% das pessoas compraram aparelhos de televisão, 73,1% adquiriram geladeiras, e 44,7%, equipamento de som. “Os números correspondem à comercialização de 1,5 milhão de televisores, 1,4 milhão de geladeiras e 890 mil aparelhos de som. O Luz para Todos foi uma pequena revolução neste país”, ressaltou o presidente.

A ministra Dilma Rousseff, na época na pasta de Minas e Energia foi a responsável pela elaboração do programa. “Tivemos que vencer muitas barreiras que impediam a universalização da energia elétrica. Uma das maneiras foram as parcerias, como com a Copel”, disse. Ela destacou que o Luz para Todos chegou a 917 mil assentamentos, 91 mil comunidades quilombolas, 91 mil aldeias indígenas e 11 mil escolas.

No Paraná, 47 mil ligações já foram concluídas pela Copel. “Ultrapassamos as metas pretendidas na primeira fase do programa e vamos continuar, chegando a 81 mil ligações até o ano que vem”, afirmou Requião. Estão programadas 14 mil ligações para este ano e mais 20 mil para o ano que vem.

“Tudo isso significa geração de empregos”, afirmou o presidente Lula, lembrando que já foram criados 300 mil postos de trabalho com o programa. O investimento do governo federal é de R$ 9,8 bilhões, dos quais R$ 6,9 bilhões já foram liberados. Também está prevista uma contrapartida de R$ 1,7 bilhão dos governos estaduais. Lula explicou que nestes cinco anos foram comprados 4,620 milhões de postes de luz, 883 mil quilômetros de fios e 708 mil transformadores.

C/A

25.6.09

Lula: não é desonerando que se faz a economia crescer

presidente Lula afirmou na cerimônia de lançamento do projeto de revitalização da zona portuária do Rio de Janeiro, na terça-feira, que o caminho melhor para o país é fazer os recursos chegarem aos mais pobres do que isentar impostos para as empresas. “Isso que é fazer a economia crescer”, argumentou Lula, lembrando que disse isso a empresários e ministros, durante reunião em Brasília. “Em vez de a gente ficar desonerando, é melhor pegar esse dinheiro e dar para os pobres. Na hora em que os pobres tiverem dinheiro e forem comprar, vocês têm que produzir”, avaliou. “Eu, às vezes, desonero e vocês não repassam para o custo do produto”, disse o presidente aos seus interlocutores.

“Cada real que você der na mão de uma pessoa pobre, aquele real volta automaticamente para o comércio, ele volta para o consumo. Ele, voltando para o consumo, vai reativar a economia”, disse Lula, criticando a especulação financeira. “Esse dinheiro não vai para o banco, ele não vai para derivativos. Não vai. Ele vai para o comércio, que é isso que nós precisamos para fazer a economia deste país crescer”, frisou Lula, acompanhado na solenidade pelo governador do Estado, Sérgio Cabral, o prefeito da capital, Eduardo Paes, ministros, parlamentares, entre os quais o senador Paulo Duque (PMDB), e empresários.

Lula avaliou que durante seu mandato foram desonerados R$ 100 bilhões. “Imagine R$ 100 bilhões na mão do povo brasileiro, como essa gente ia comer”, ponderou o presidente, em defesa de uma atuação forte do Estado na solução dos problemas econômicos e sociais que, segundo ele, se acumularam nas últimas décadas por causa do abandono e do descaso de governantes insensíveis e incapazes.

Ele criticou a atrofia do Estado e citou uma viagem a países da América Central onde constatou uma relação entre esta atrofia à persistência de graves problemas sociais. “Sabe qual é a carga tributária da América Central?”, indagou. “9%, 11%, 10%”, informou. “Olha, um país que tem uma carga tributária de 10%, não tem Estado. O Estado não existe, o Estado não pode nada”, concluiu.

“Nós perdemos 40 bilhões do Orçamento da União para cuidar da Saúde deste país e eu não vi ninguém reduzir o preço, 0,38% da CPMF, eu não vi, e quem perdeu foi esta gente aqui”, denunciou Lula, ao lembrar a ação demagógica da oposição tucanodemista, que extinguiu o imposto do cheque, que era destinado às despesas com a saúde pública.

“Quem perdeu foi esta gente, porque em vez de 20 UPAs (Unidade de Pronto Atendimento), você poderia estar fazendo 100 UPAs”, acrescentou. “A gente queria era levar médico na escola para cuidar das crianças, a gente queria era levar dentista na escola para cuidar das crianças, a gente queria que a criança fizesse teste para saber se precisava de óculos ou não na escola. Mas aí disseram: “Não, se a gente deixar 40 bilhões por ano na mão do Lula, ele vai ganhar as eleições”. Ganhei, e vamos ganhar outra vez”, disse o presidente.

“O povo não aceita mais mesquinharia, o povo não aceita mais baixaria, o povo não aceita mais que as coisas secundárias sejam transformadas em prioritárias e as prioritárias sejam esquecidas”, afirmou Lula, numa referência à ação destrutiva, demagógica e antipovo da oposição.

Ao falar do programa Luz para Todos, que já levou luz elétrica para 2 milhões de famílias e vai chegar a 3 milhões até o final do ano, Lula ironizou os que disseram recentemente que o governo não conseguiu cumprir a meta do programa. “Em 2004 nós decidimos fazer um programa chamado Luz para Todos, sobretudo no campo, e o IBGE dava um número para nós que tinha mais ou menos 2 milhões de famílias que não tinham luz”, explicou. “Nós assumimos o compromisso de atender 2 milhões de famílias. Quando fomos a campo, descobrimos que não eram 2 milhões, eram 3 milhões, e agora temos 1 milhão para cumprir até janeiro. E vamos cumprir”, afirmou.

Lula destacou o papel do programa no estímulo à economia. “Só para vocês terem ideia do que foi gerado de emprego em todo o Programa, no Brasil. Foram gerados 300 mil empregos no programa Luz para Todos desde 2004”, apontou. “Foram colocados 4 milhões e 620 postes por este Brasil afora. Nós utilizamos 883 mil quilômetros de fio”, prosseguiu, lembrando que 61% das pessoas atendidas ganham até 1 salário mínimo por mês, e 36% recebem até 3 salários mínimos por mês”. “Dessas pessoas que receberam o programa Luz para Todos, 78% adquiriram televisor, 73% compraram geladeira e 44% compraram equipamento de som”, revelou. “Certamente os caras queriam ouvir o nosso discurso, aí compraram”, brincou o presidente, acrescentando que 96 mil famílias voltaram para o campo, por conta do programa “Luz para Todos”.

Blog com Agências

14.6.09

Sucesso - FMI elogia liderança do Brasil

O Fundo Monetário Internacional (FMI) saudou a "liderança" e o "compromisso" demonstrados pelo Brasil, que emprestará US$ 10 bilhões ao organismo, informou na quarta-feira seu diretor-gerente, Dominique Strauss-Kahn. "O Brasil reafirma mais uma vez a firmeza de seu papel como destacada economia emergente", afirmou Strauss-Kahn, em comunicado.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, informou que o empréstimo será efetuado por meio da aquisição de bônus do organismo. Com a decisão, o país exerce, pela primeira vez, o papel de financiador do fundo, já que, apesar de integrar o grupo dos 47 países credores, o Brasil ainda não havia feito empréstimos fora de sua cota (hoje de US$ 4,7 bilhões).

Segundo Mantega, os financiamentos ao FMI serão feitos pela compra de bônus, expressos em direitos especiais de saque, modalidade que já existia no fundo e foi recuperada pelo Brasil. É como se o Brasil desse um cheque de US$ 10 bilhões ao FMI, para ser usado em caso de emergência, e pelo qual o país recebe juros - a taxa ainda não foi definida. "É uma aplicação que o Brasil está fazendo para o FMI poder ajudar os países em crise, principalmente os emergentes", disse Mantega. Segundo ele, essa modalidade de empréstimos é distinta da cota e provisória - enquanto o FMI não faz a reforma de cotas de participação dos países, aumentando a do Brasil e dos demais emergentes.

A decisão foi acertada na noite de terça-feira com o Presidente Lula, e já havia sido combinada durante a reunião do G-20 financeiro, em abril. "As autoridades brasileiras mostraram grande capacidade de liderança em seu compromisso com o processo de reforma do FMI e a expansão de nossos recursos, e me dá satisfação o fato de o Brasil mostrar claramente seu forte apoio ao sistema econômico e financeiro internacional", disse Strauss-Kahn.

Os US$ 10 bilhões serão provenientes das reservas internacionais, estimadas em US$ 200 bilhões, segundo números do Banco Central. As reservas permanecem inalteradas, uma vez que o Brasil apenas muda o tipo de aplicação. Em vez de aplicá-las em títulos do governo americano, investiria no FMI.

Por: Helena™

1964: a ditadura ainda sobrevive dentro do PIG

Há 44 anos atrás, os mesmos jornais do PIG (Partido da Imprensa Golpista) que hoje querem derrubar Lula e seus ministros, publicavam manchetes mentirosas para apoiar a derrubada do presidente João Goulart: Estadão, Folha de São Paulo, O Globo, a Editora Abril...

O Brasil foi redemocratizado com a constituinte de 1988, mas da ditadura de 1964 sobrou o entulho do PIG.

As notícias obedecem à ditadura das mesmas famílias donas dos mesmos jornais e TVs golpistas de 1964: Marinhos, Civitas, Mesquitas e Frias.

Os ditadores da mídia, censuram o que sai em seu jornais, rádios e TVs. Publicam notícias favoráveis para os "amigos" e para os "inimigos" fabricam crises e dossiês, por mais falsos e absurdos que sejam.

O mais recente é o "dossiê" FHC, para derrubar Dilma.

O instinto golpista continua o mesmo de 1964. Querem retomar de assalto o Estado brasileiro em 2010 a qualquer preço.

Para relembrar a falta de pudor em publicar mentiras, vejam a manchete recheada de escárnio e cinismo do jornal O Globo em 01/04/1964: "Fugiu Goulart e a Democracia está sendo restabelecida".

Goulart estava em Porto Alegre, em território nacional - portanto em pleno exercício da presidência - na casa do General Ladário, acompanhando o desdobrar dos acontecimentos.

Tancredo Neves, aliado de Jango na época, leu mensagem oficial do presidente no Congresso Nacional indicando o paradeiro em Porto Alegre, diante da UDN golpista.

O Globo publicou a manchete mentirosa para desestimular qualquer resistência popular e militar, dando respaldo aos golpistas.

João Goulart, vendo-se isolado, com apoio apenas do III Exército do Rio Grande do Sul, em minoria no apoio militar, só no dia seguinte à manchete mentirosa, exilou-se.

Folha, Estadão e O Globo tem vergonha enrustida de suas páginas mentirosas em 1o. de Abril de 1964. Foi dificíl encontrar a capa de "O Globo" na internet. A capa da Folha e do Estadão não se encontra. Querem apagar o passado de mentiras e saudações à ditadura.

As mentiras que lhes interessam hoje, são outras.

O PIG junto com os legítimos herdeiros da ditadura, os Demos (ex-PFL, ex-ARENA, ex-UDN) e os tucanos, que aderiram mais tarde ao golpismo midiático para retomarem o poder, são a atual ditadura a ser combatida.

Com a Internet, a TV digital que abrirá mais canais, a TV pública e rádios comunitárias, haveremos de democratizar a informação no Brasil, e libertarmo-nos desta ditadura do PIG.

By Zé Augusto
"Construir um mecanismo que aumente a igualdade de oportunidades (programas de transferência de renda, como o Bolsa-Família) é fundamental para dar moralidade ao capitalismo." Por Delfin Netto