1.11.11

Paulo Nogueira - O que o caso William Waack mostra ?

A TV Globo carrega o peso de um passado em que, sob Roberto Marinho, ajudou o regime militar. Waack e Galvão carregam outro tipo de peso: o da arrogância vazia

O barulho no Twitter em torno de William Waack mostra, acima de tudo, o quanto ele é rejeitado por uma parcela da sociedade que para alguns é a vanguarda.

É impossível analisar o caso Waack sem lembrar o movimento, também no Twitter, que tentou – infelizmente sem sucesso – calar Galvão Bueno na Copa de 2010. Waack está para o jornalismo político como Galvão para o jornalismo esportivo.

Eles não são queridos e nem respeitados pelos tuitadores – e o fato de pertencerem à Globo apenas agrava a antipatia. Como a Globo, Waack e Galvão são vistos, até por falta de alternativas – mas não são admirados.

A TV Globo carrega o peso de um passado em que sob Roberto Marinho ajudou o regime militar – pelo qual foi intensamente ajudada também desde a origem. Waack e Galvão carregam outro tipo de peso: o da arrogância vazia. Os dias de fausto e esplendor da Globo ficaram para trás nesta Era Digital, mas alguns de seus profissionais parecem ainda se sentir donos do mundo. Eles se comportam como o “1%” do qual fala o movimento Ocupe Wall Street.

Lateralmente, vale a pena se deter especificamente no relato que a embaixada americana fez de um encontro com Waack em que ele teceu considerações sobre os candidatos à presidência. Dilma era incoerente e iria se dar mal na televisão, segundo Waack. Aécio era – é – “carismático”. Ciro Gomes era “o mais preparado”.

Para usar palavras célebres de Wellington, quem acreditasse naquilo acreditaria em tudo.
São tão obtusas as avaliações, e se mostraram como era de esperar tão erradas, por serem cheias de rancor direitista e carentes de raciocínio lógico, que você mesmo sem assistir ao telejornal de Waack percebe prontamente o desperdício de tempo que é ouvi-lo.

Da web

2 comentários:

Andressa Silva disse...

Acho que tanto o caso do Willian quanto o do Galvão não fazem diferença nenhuma na vida das pessoas....eles são humanos, e possuem características que nem sempre agradam a todos...fazer o que?Cada pessoa é de um jeito... Ficar criticando é coisa de desocupados.

Ana Beatriz disse...

Bem escrito o artigo!

1964: a ditadura ainda sobrevive dentro do PIG

Há 44 anos atrás, os mesmos jornais do PIG (Partido da Imprensa Golpista) que hoje querem derrubar Lula e seus ministros, publicavam manchetes mentirosas para apoiar a derrubada do presidente João Goulart: Estadão, Folha de São Paulo, O Globo, a Editora Abril...

O Brasil foi redemocratizado com a constituinte de 1988, mas da ditadura de 1964 sobrou o entulho do PIG.

As notícias obedecem à ditadura das mesmas famílias donas dos mesmos jornais e TVs golpistas de 1964: Marinhos, Civitas, Mesquitas e Frias.

Os ditadores da mídia, censuram o que sai em seu jornais, rádios e TVs. Publicam notícias favoráveis para os "amigos" e para os "inimigos" fabricam crises e dossiês, por mais falsos e absurdos que sejam.

O mais recente é o "dossiê" FHC, para derrubar Dilma.

O instinto golpista continua o mesmo de 1964. Querem retomar de assalto o Estado brasileiro em 2010 a qualquer preço.

Para relembrar a falta de pudor em publicar mentiras, vejam a manchete recheada de escárnio e cinismo do jornal O Globo em 01/04/1964: "Fugiu Goulart e a Democracia está sendo restabelecida".

Goulart estava em Porto Alegre, em território nacional - portanto em pleno exercício da presidência - na casa do General Ladário, acompanhando o desdobrar dos acontecimentos.

Tancredo Neves, aliado de Jango na época, leu mensagem oficial do presidente no Congresso Nacional indicando o paradeiro em Porto Alegre, diante da UDN golpista.

O Globo publicou a manchete mentirosa para desestimular qualquer resistência popular e militar, dando respaldo aos golpistas.

João Goulart, vendo-se isolado, com apoio apenas do III Exército do Rio Grande do Sul, em minoria no apoio militar, só no dia seguinte à manchete mentirosa, exilou-se.

Folha, Estadão e O Globo tem vergonha enrustida de suas páginas mentirosas em 1o. de Abril de 1964. Foi dificíl encontrar a capa de "O Globo" na internet. A capa da Folha e do Estadão não se encontra. Querem apagar o passado de mentiras e saudações à ditadura.

As mentiras que lhes interessam hoje, são outras.

O PIG junto com os legítimos herdeiros da ditadura, os Demos (ex-PFL, ex-ARENA, ex-UDN) e os tucanos, que aderiram mais tarde ao golpismo midiático para retomarem o poder, são a atual ditadura a ser combatida.

Com a Internet, a TV digital que abrirá mais canais, a TV pública e rádios comunitárias, haveremos de democratizar a informação no Brasil, e libertarmo-nos desta ditadura do PIG.

By Zé Augusto
"Construir um mecanismo que aumente a igualdade de oportunidades (programas de transferência de renda, como o Bolsa-Família) é fundamental para dar moralidade ao capitalismo." Por Delfin Netto